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domingo, 27 de fevereiro de 2011

livro A Fome de Íbus

Há muito tempo, numa época em que as grandes montanhas Malatosas ainda se erguiam no mundo, numa das poucas vezes em que anões estiveram ao lado de elfos, empunhando suas armas contra um inimigo comum, surgiu um grande guerreiro bárbaro conhecido como o Dentes-de-Sabre; que retornou, depois de muitos invernos, das guerras em que se engalfinharam homens e povos da escuridão, no Norte.
Seu braço ostentava o aço dos clãs e em seu peito havia um espaço deixado pelo coração selvagem ancestral. Foi à procura do antigo sentido de sua vida que voltou para sua terra natal, o Norte, de poucas cores. Trouxe com ele um presente a um amigo, seu mentor, mas sem que imaginasse, acabava por trazer consigo o início de uma desconhecida profecia. E tudo começou...

A Fome de Íbus é o título desta saga, cujo primeiro livro se inicia com o Livro do Dentes-de-Sabre. É uma obra de ficção fantástica, com toques do gótico de Lovecraft e Poe, com o mundo de fantasia presente no Silmarillion de Tolkien, narradas com energia semelhante ao de Stephen King, onde batalhas épicas são narradas com os detalhes impiedosos de um Bernard Conwell. É a saga de um homem, forte por natureza, mas cujos limites são claros e evidentes quanto ao mundo além das fronteiras do Norte gelado, onde seu povo vivia em quase isolamento.

É a história de um homem que desobedece às leis de seu povo e se liberta de seus próprios limites para desafiar o desconhecido. Mas esta, que poderia ser a história de tantos outros livros de aventuras, é passado para Karizem.

O livro se inicia exatamente no ponto em que o bárbaro de Ith já fez sua escolha, foi ao mundo e venceu. O livro do Dentes-de-Sabre, relata o retorno deste homem, de muitos tesouros e glórias, ao povo que amava, que ainda residia no passado das tradições tribais. É a história de um homem que teve o braço erguido em batalha, segurando o cabo de uma espada, mas que não pode fazer o mesmo contra os olhares cheios de consternação de seu próprio povo, que o recrimina. Karizem dos Bittur já não é mais um deles. Aos olhos do povo de Ith, Karizem abandonou sua terra quando deixou a tundra do norte. Desobedeceu as regras, e deve pagar por isso.

Este primeiro livro da saga é, em parte, a história que relata as dificuldades de um homem confuso que decidiu dar um passo atrás, que foi ao mundo e depois viu que o que poderia ser o desejo do jovem, não lhe preencheu a alma como imaginava. É o amadurecimento de um rapaz que se torna homem ao custo de muita dor. E o passo atrás, além de se mostrar, muitas vezes, difícil, pode se mostrar impossível.

Por outro lado, é uma aventura sombria e misteriosa. Alguém o espreitava das sombras e, quer quisesse ou não, teria que seguir o caminho para ele traçado pelas brumas do arcano mágico. As respostas não vêm das runas, e não se encontram próximas a ele, e um longo caminho deveria ser seguido nessa busca inevitável. Seria o passo atrás, nada mais que mais um passo além?

Ith, sua cidade natal, não o quer e ele não se acostuma mais a ser mal-querido. Seu coração endureceu, não há mais lágrimas em seu peito, e seu orgulho é o de um conquistador de povos, aguerrido, cujo grito de combate é reconhecido pelos abutres em banqueteante revoada. O mundo o espera de volta, de mandíbulas abertas, salivando baba viscosa e cheia de fome. A profecia o aguarda... e outros vão com ele, desta vez.
Acompanhado, inicialmente, do velho mentor (um mago misterioso e cheio de sabedoria cujo poder arcano fora sufocado e quase perdido) e um novo jovem guerreiro, filho de um dos outros clãs do Norte, que misteriosamente possuía algumas das respostas ao enigma a que Karizem teria de desvendar, acaba por encontrar outros seres que seriam as peças fundamentais no desenrolar dos fatos: um anão misterioso, que secretamente é o enviado de forças poderosas dentre as antigas montanhas do mundo; um elfo, que revela-se o portador de um passado obscuro onde velhas armas mágicas voltam do esquecimento; e finalmente um mendigo errante, um cavaleiro de uma ordem sagrada que traz em si o real poder da escuridão, interessando-se, acima de tudo, em usar o guerreiro bárbaro, conhecido como Dentes-de-Sabre, pra seus próprios interesses.
Em, A Fome de Íbus – Livro do Dentes-de-Sabre, temos uma história de aventura, detalhada e bem estruturada, recheada de paisagens maravilhosas de um mundo frio, coberto pelo manto de gelo do Norte. Possui descrições precisas e personagens redondos, cheios de individualidade, compondo, às vezes, clichês desejados e sempre bem dosados, atendendo aos gostos do leitor exigente e saudoso de antigas sagas. Feito para jovens e adultos, que serão certamente apreciados, por exemplo, pelos aficionados por Harry Potter, de J. K. Rowling (principalmente nos dois últimos volumes, quando a saga do bruxinho inglês torna-se mais soturna) ou pela série Crepúsculo, de Stephenie Meyer (mas, ao invés de uma história de vampiros, teremos, talvez, uma de caçadores de vampiros. Aliás, o que Karizem caça é bem pior!).
No livro, as coisas não correm como o planejado para o grupo liderado por Karizem, ao deixar Ith e seu povo. Surgem as garras dos vampiros Cursaks, que se interpõe no caminho dos aventureiros (com resultados talvez fatais para alguns), e apesar de todos os motivos que deveriam mantê-los afastados, devem então seguir para a cidadela amaldiçoada de Tull Saitanes, onde os maiores bruxos necromantes do mundo espreitam, à procura de mais poder. E aqui não há bruxos mirins bonzinhos!
Sua busca revela as pistas para os enigmas que a profecia exige como solução. Inimigos devem ser destruídos e seu destino leva de encontro ao verdadeiro mal que assola os tempos sombrios em que vivem. Cada um tem seu papel a desempenhar na esfera de existência em que se encontram, manipulados pelas mais poderosas forças arcanas: A Fome de Íbus, que a tudo destrói e tudo traga para si própria.

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

livro A Fome de Íbus

Postado por Vanessa Almeida às 07:18
Há muito tempo, numa época em que as grandes montanhas Malatosas ainda se erguiam no mundo, numa das poucas vezes em que anões estiveram ao lado de elfos, empunhando suas armas contra um inimigo comum, surgiu um grande guerreiro bárbaro conhecido como o Dentes-de-Sabre; que retornou, depois de muitos invernos, das guerras em que se engalfinharam homens e povos da escuridão, no Norte.
Seu braço ostentava o aço dos clãs e em seu peito havia um espaço deixado pelo coração selvagem ancestral. Foi à procura do antigo sentido de sua vida que voltou para sua terra natal, o Norte, de poucas cores. Trouxe com ele um presente a um amigo, seu mentor, mas sem que imaginasse, acabava por trazer consigo o início de uma desconhecida profecia. E tudo começou...

A Fome de Íbus é o título desta saga, cujo primeiro livro se inicia com o Livro do Dentes-de-Sabre. É uma obra de ficção fantástica, com toques do gótico de Lovecraft e Poe, com o mundo de fantasia presente no Silmarillion de Tolkien, narradas com energia semelhante ao de Stephen King, onde batalhas épicas são narradas com os detalhes impiedosos de um Bernard Conwell. É a saga de um homem, forte por natureza, mas cujos limites são claros e evidentes quanto ao mundo além das fronteiras do Norte gelado, onde seu povo vivia em quase isolamento.

É a história de um homem que desobedece às leis de seu povo e se liberta de seus próprios limites para desafiar o desconhecido. Mas esta, que poderia ser a história de tantos outros livros de aventuras, é passado para Karizem.

O livro se inicia exatamente no ponto em que o bárbaro de Ith já fez sua escolha, foi ao mundo e venceu. O livro do Dentes-de-Sabre, relata o retorno deste homem, de muitos tesouros e glórias, ao povo que amava, que ainda residia no passado das tradições tribais. É a história de um homem que teve o braço erguido em batalha, segurando o cabo de uma espada, mas que não pode fazer o mesmo contra os olhares cheios de consternação de seu próprio povo, que o recrimina. Karizem dos Bittur já não é mais um deles. Aos olhos do povo de Ith, Karizem abandonou sua terra quando deixou a tundra do norte. Desobedeceu as regras, e deve pagar por isso.

Este primeiro livro da saga é, em parte, a história que relata as dificuldades de um homem confuso que decidiu dar um passo atrás, que foi ao mundo e depois viu que o que poderia ser o desejo do jovem, não lhe preencheu a alma como imaginava. É o amadurecimento de um rapaz que se torna homem ao custo de muita dor. E o passo atrás, além de se mostrar, muitas vezes, difícil, pode se mostrar impossível.

Por outro lado, é uma aventura sombria e misteriosa. Alguém o espreitava das sombras e, quer quisesse ou não, teria que seguir o caminho para ele traçado pelas brumas do arcano mágico. As respostas não vêm das runas, e não se encontram próximas a ele, e um longo caminho deveria ser seguido nessa busca inevitável. Seria o passo atrás, nada mais que mais um passo além?

Ith, sua cidade natal, não o quer e ele não se acostuma mais a ser mal-querido. Seu coração endureceu, não há mais lágrimas em seu peito, e seu orgulho é o de um conquistador de povos, aguerrido, cujo grito de combate é reconhecido pelos abutres em banqueteante revoada. O mundo o espera de volta, de mandíbulas abertas, salivando baba viscosa e cheia de fome. A profecia o aguarda... e outros vão com ele, desta vez.
Acompanhado, inicialmente, do velho mentor (um mago misterioso e cheio de sabedoria cujo poder arcano fora sufocado e quase perdido) e um novo jovem guerreiro, filho de um dos outros clãs do Norte, que misteriosamente possuía algumas das respostas ao enigma a que Karizem teria de desvendar, acaba por encontrar outros seres que seriam as peças fundamentais no desenrolar dos fatos: um anão misterioso, que secretamente é o enviado de forças poderosas dentre as antigas montanhas do mundo; um elfo, que revela-se o portador de um passado obscuro onde velhas armas mágicas voltam do esquecimento; e finalmente um mendigo errante, um cavaleiro de uma ordem sagrada que traz em si o real poder da escuridão, interessando-se, acima de tudo, em usar o guerreiro bárbaro, conhecido como Dentes-de-Sabre, pra seus próprios interesses.
Em, A Fome de Íbus – Livro do Dentes-de-Sabre, temos uma história de aventura, detalhada e bem estruturada, recheada de paisagens maravilhosas de um mundo frio, coberto pelo manto de gelo do Norte. Possui descrições precisas e personagens redondos, cheios de individualidade, compondo, às vezes, clichês desejados e sempre bem dosados, atendendo aos gostos do leitor exigente e saudoso de antigas sagas. Feito para jovens e adultos, que serão certamente apreciados, por exemplo, pelos aficionados por Harry Potter, de J. K. Rowling (principalmente nos dois últimos volumes, quando a saga do bruxinho inglês torna-se mais soturna) ou pela série Crepúsculo, de Stephenie Meyer (mas, ao invés de uma história de vampiros, teremos, talvez, uma de caçadores de vampiros. Aliás, o que Karizem caça é bem pior!).
No livro, as coisas não correm como o planejado para o grupo liderado por Karizem, ao deixar Ith e seu povo. Surgem as garras dos vampiros Cursaks, que se interpõe no caminho dos aventureiros (com resultados talvez fatais para alguns), e apesar de todos os motivos que deveriam mantê-los afastados, devem então seguir para a cidadela amaldiçoada de Tull Saitanes, onde os maiores bruxos necromantes do mundo espreitam, à procura de mais poder. E aqui não há bruxos mirins bonzinhos!
Sua busca revela as pistas para os enigmas que a profecia exige como solução. Inimigos devem ser destruídos e seu destino leva de encontro ao verdadeiro mal que assola os tempos sombrios em que vivem. Cada um tem seu papel a desempenhar na esfera de existência em que se encontram, manipulados pelas mais poderosas forças arcanas: A Fome de Íbus, que a tudo destrói e tudo traga para si própria.

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