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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Recebidos

Chegaram hoje os livros que adiquiri pelo site de trocas, estou ansiosa para começar a ler.

Bob Dylan fecha contrato com editora

O músico americano Bob Dylan assinou um contrato para escrever seis novos livros, que serão distribuídos pela editora Simon & Schuster.
Duas das obras serão uma continuação da trilogia iniciada por Crônicas, muito elogiada pela crítica, enquanto outro dos livros se centrará no programa de rádio que o músico dirigia para a emissora por satélite Sirius XM.

editora de Paulo Coelho é vetada no Irã

O Ministério da Cultura do Irã anunciou neste domingo, 30, que cassou a licença da editora que publica a obra de Paulo Coelho no país, mas que o autor brasileiro poderá ter seus livros publicados no país por outras editoras.
O órgão justificou a medida contra a Caravan Books, atual editora de Coelho no Irã, dizendo que o seu diretor, Arash Hejazi, é um "contrarrevolucionário fugitivo".
O Ministério também informou que não há qualquer proibição à publicação de livros do escritor brasileiro.

Clarice Lispector parte biografia

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Nome:
Clarice Lispector

Nascimento:
10/12/1920
Natural:
Tchetchelnik - Ucrânia
Morte:
09/12/1977


1920

- Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorre durante a viagem de emigração da família em direção à América.
1922
- Seu pai consegue, em Bucareste, um passaporte para toda a família no consulado da Rússia. Era fevereiro quando foram para a Alemanha e, no porto de Hamburgo, embarcam no navio "Cuyaba" com destino ao Brasil. Chegam a Maceió em março desse ano, sendo recebidos por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin, que viabilizara a entrada da biografada e de sua família no Brasil mediante uma "carta de chamada".  Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania — irmã, todos mudam de nome: o pai passa a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia — irmã, Elisa; e Haia, em Clarice. Pedro passa a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.
1925

-
A família muda-se para Recife, Pernambuco, onde Pedro pretende construir uma nova vida. A doença de sua mãe, Marieta, que ficou paralítica, faz com que sua irmã Elisa se dedique a cuidar de todos e da casa.
1928
- Passa a freqüentar o Grupo Escolar João Barbalho, naquela cidade, onde aprende a ler. Durante sua infância a família passou por sérias crises financeiras.
1930
- Morre a mãe de Clarice no dia 21 de setembro. Nessa época, com nove anos, matricula-se no Collegio Hebreo-Idisch-Brasileiro, onde termina o terceiro ano primário. Estuda piano, hebraico e iídiche. Uma ida ao teatro a inspira e ela escreve "Pobre menina rica", peça em três atos, cujos originais foram perdidos.
 Seu pai resolve adotar a nacionalidade brasileira.
1931

-
Inscreve-se para o exame de admissão no Ginásio Pernambucano. Já escrevia suas historinhas, todas recusadas pelo Diário de Pernambuco, que àquela época dedicava uma página às composições infantis. Isso se devia ao fato de que, ao contrário das outras crianças, as histórias de Clarice não tinham enredo e fatos — apenas sensações. Convive com inúmeros primos e primas.


1932

-
É aprovada no exame de admissão e, junto com sua irmã Tania e sua prima Bertha, ingressa no tradicional Ginásio Pernambucano, fundado em 1825. Passa a visitar a livraria do pai de uma amiga. Lê  "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, que pegou emprestado, já que não podia comprá-lo.

1935

-
Viaja para o Rio, em companhia de sua irmã Tania e de seu pai, na terceira classe do vapor inglês "Highland Monarch". Vão morar numa casa alugada perto do Campo de São Cristóvão. Ainda nesse ano, mudam-se para uma casa na Tijuca, na rua Mariz e Barros. No colégio Sílvio Leite, na mesma rua de sua casa, cursa o quarta série ginasial. Lê romances adocicados, próprios para sua idade.
1936

-
Termina o curso ginasial. Inicia-se na leitura de livros de autores nacionais e estrangeiros mais conhecidos, alugados em uma biblioteca de seu bairro. Conhece os trabalhos de Rachel de Queiroz, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Dostoiévski e Júlio Diniz.
1937
- Matricula-se no curso complementar (dois últimos anos do curso secundário) visando o ingresso na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.

1938

- Transfere-se para o curso complementar do colégio Andrews, na praia de Botafogo. Às voltas com dificuldades financeiras, dá aulas particulares de  português e matemática. A relação professor/aluno seria um dos temas preferidos e recorrentes em toda a sua obra — desde o primeiro romance: Perto do Coração Selvagem. Ao mesmo tempo, aprende datilografia e faz inglês na Cultura Inglesa.

1939
- Inicia seus estudos na Faculdade Nacional de Direito. Faz traduções de textos científicos para revistas em um laboratório onde trabalha como secretária. Trabalha, também como secretária, em um escritório de advocacia.
1940
- Seu conto, Triunfo, é publicado em 25 de maio no semanário "Pan", de Tasso da Silveira. Em outubro desse ano, é publicado na revista "Vamos Ler!", editada por Raymundo Magalhães Júnior, o conto Eu e Jimmy. Esses trabalhos não fazem parte de nenhuma de suas coletâneas. Após a morte de seu pai, no dia 26 de agosto, a escritora — talvez motivada por esse acontecimento — escreve diversos contos: A fuga, História interrompida e O delírio. Esses contos serão publicados postumamente em A bela e a fera, de 1979. Passa a morar com a irmã Tania, já casada, no bairro do Catete. Consegue um emprego de tradutora no temido Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, dirigido por Lourival Fontes. Como não havia vaga para esse trabalho, Clarice ganha o lugar de redatora e repórter da Agência Nacional. Inicia-se, ai, sua carreira de jornalista. No novo emprego, convive com Antonio Callado, Francisco de Assis Barbosa, José Condé e, também, com Lúcio Cardoso, por quem nutre durante tempos uma paixão não correspondida: o escritor era homossexual. Com seu primeiro salário, entra numa livraria e compra "Bliss - Felicidade", de Katherine Mansfield, com tradução de Erico Verissimo, pois sentiu afinidade com a escritora neozelandesa.
1941
- Em 19 de janeiro, publica a reportagem "Onde se ensinará a ser feliz", no jornal "Diário do Povo", de Campinas (SP), sobra a inauguração de um lar para meninas carentes realizada pela primeira-dama Darcy Vargas. Além de textos jornalísticos, continua a publicar textos literários. Cursando o terceiro ano de direito, colabora com a revista dos estudantes de sua faculdade, "A Época", com os artigos Observações sobre o fundamento do direito de punir e Deve a mulher trabalhar? Passa a freqüentar o bar "Recreio", na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, ponto de encontro de autores como Lúcio Cardoso, Vinicius de Moraes, Rachel de Queiroz, Otávio de Faria, e muitos mais.
1942

-
Começa a namorar com Maury Gurgel Valente, seu colega de faculdade. Com 22 anos de idade, recebe seu primeiro registro profissional, como redatora do jornal "A Noite". Lê Drummond, Cecília Meireles, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira. Realiza cursos de antropologia brasileira e psicologia, na Casa do Estudante do Brasil. Nesse ano, escreve seu primeiro romance,
Perto do coração selvagem.
1943
- Casa-se com o colega de faculdade Maury Gurgel Valente e termina o curso de Direito. Seu marido, por concurso, ingressa na carreira diplomática.
1944
- Muda-se para Belém do Pará (PA), acompanhando seu marido. Fica por lá apenas seis meses. Seu livro recebe críticas favoráveis de Guilherme Figueiredo, Breno Accioly, Dinah Silveira de Queiroz, Lauro Escorel, Lúcio Cardoso, Antonio Cândido e Ledo Ivo, entre outros. Álvaro Lins publica resenha com reparos ao livro mesmo antes de sua publicação, baseado na leitura dos originais. Qualifica o livro de "experiência incompleta". Há os que pretendem não compreender o romance, os que procuram influências — de Virgínia Wolf e James Joyce, quando ela nem os tinha lido — e ainda os que invocam o temperamento feminino. Nas palavras de Lauro Escorel, as características do romance revelam uma "personalidade de romancista verdadeiramente excepcional, pelos seus recursos técnicos e pela força da sua natureza inteligente e sensível." O casal volta ao Rio e, em 13/07/44, muda-se para Nápoles, em plena Segunda Guerra Mundial, onde o marido da escritora vai trabalhar. Já na saída do Brasil, Clarice mostra-se dividida entre a obrigação de acompanhar o marido e ter de deixar a família e os amigos. Quando chega à Itália, depois de um mês de viagem, escreve: "Na verdade não sei escrever cartas sobre viagens, na verdade nem mesmo sei viajar." Termina seu segundo romance, O lustre. Recebe o prêmio Graça Aranha com Perto do coração selvagem, considerado o melhor romance de 1943. Conhece Rubem Braga, então correspondente de guerra do jornal "Diário Carioca".
1945
- Dá assistência a brasileiros feridos na guerra, trabalhando em hospital americano. O pintor italiano Giorgio De Chirico pinta-lhe um retrato. Viaja pela Europa e conhece o poeta Giuseppe Ungaretti. O lustre é publicado no Brasil pela Livraria Agir Editora.
1946
- Após o lançamento do livro, Clarice vem ao Brasil como correio diplomático do Ministério das Relações Exteriores, aqui ficando por quase três meses. Nessa época, apresentado por Rubem Braga, conhece Fernando Sabino que a introduz a Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e, posteriormente, a Hélio Pellegrino. De volta à Europa, vai morar com a família em Berna, Suíça, para onde seu marido havia sido designado como segundo-secretário. Sua correspondência com amigos brasileiros a mantinha a par das novidades, em especial as trocadas com Fernando Sabino. A troca de cartas com o escritor, quase que diariamente, duraria até janeiro de 1969. A convite, passam as festas de fim de ano com Bluma e Samuel Wainer, em Paris.
1947

-
Em carta às irmãs, em janeiro de 47, de Paris, Clarice expõe seu estado de inadaptação:"Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma."  Em carta a Lúcio Cardoso, que havia lhe enviado seu livro "Anfiteatro", demonstra sua admiração pelas personagens femininas da obra.

1948
- Clarice fica grávida de seu primeiro filho. Para ela, a vida em Berna é de miséria existencial. A Cidade Sitiada, após três anos de trabalho, fica pronto. Terminado o último capítulo, dá à luz. Nasce então um complemento ao método de trabalho. Ela escreve com a máquina no colo, para cuidar do filho. Na crônica "Lembrança de uma fonte, de uma cidade", Clarice afirma que, em Berna, sua vida foi salva por causa do nascimento do filho Pedro, ocorrido em 10/09/1948, e por ter escrito um dos livros "menos gostados" (a editora Agir recusara a publicação).
1949

- Clarice
volta ao Rio. Seu marido é removido para a Secretaria de Estado, no Rio de Janeiro. A cidade sitiada é publicado pela editora "A Noite". O livro não obtém grande repercussão entre o público e a crítica.
1950
- Escrevendo contos e convivendo com os amigos (Sabino, Otto, Lúcio e Paulo M. Campos), vê chegar a hora de partir: seguindo os passos de seu marido, retorna à Europa, onde mora por seis meses na cidade de Torquay, Inglaterra.

Sofre um aborto espontâneo em Londres. É atendida pelo vice-cônsul na capital inglesa, João Cabral de Melo Neto.
1951
- A escritora retorna ao Rio de Janeiro, em março. Publica uma seleta com seis contos na coleção "Cadernos de cultura", editada pelo Ministério da Educação e Saúde. Falece sua grande amiga Bluma, ex-esposa de Samuel Wainer.


1952
- Cola grau na faculdade de direito, depois de muitos adiamentos. Volta a trabalhar em jornais, no período de maio a outubro, assinando a página "Entre Mulheres", no jornal "Comício", sob o pseudônimo de "Tereza Quadros". Atendeu a um pedido do amigo Rubem Braga, um dos fundadores do jornal. Nesse setembro, já grávida, embarca para a capital americana onde permanecerá por oito anos. Clarice inicia o esboço do romance A veia no pulso, que viria a ser A Maçã no Escuro, livro publicado em 1961.
1953
- Em 10 de fevereiro, nasce Paulo, seu segundo filho. Ela continua a escrever A Maçã no Escuro, em meio a conflitos domésticos e interiores. Mãe, Clarice Lispector divide seu tempo entre os filhos, A Maçã no Escuro, os contos de Laços de Família e a literatura infantil. Nos Estados Unidos, Clarice conhece o renomado escritor Erico Veríssimo e sua esposa Mafalda, dos quais torna-se grande amiga. O escritor gaúcho e sua esposa são  escolhidos para padrinhos de Paulo. Não tem sucesso seu projeto de escrever uma crônica semanal para a revista "Manchete". Tem a agradável notícia de que seu romance Perto do coração selvagem seria traduzido para o francês.
1954

-
É lançada a primeira edição francesa de Perto do coração selvagem, pela Editora Plon, com capa de Henri Matisse, após inúmeras reclamações da escritora sobre erros na tradução. Em julho, com os filhos, viaja para o Brasil, aqui ficando até setembro. De volta aos Estados Unidos, interrompe a elaboração de A maçã no escuro e se dedica, por cinco meses, a escrever seis contos encomendados por Simeão Leal.


1955
- Retorna a escrever o novo romance e contos. Sabino, que leu os seis contos feitos sob encomenda, os acho "obras de arte".

1956
- Termina de escrever A Maçã no Escuro (até então com o titulo de A veia no pulso). Érico Veríssimo e família retornam ao Brasil, não sem antes aceitarem serem os padrinhos de Pedro e Paulo. Entre os escritores, inicia-se uma vasta correspondência. A escritora e filhos vêm passar as férias no Brasil e Clarice aproveita para tentar a publicação de seu novo romance e os novos contos. Apesar de todo o empenho de Fernando Sabino e Rubem Braga, os livros não são editados. A escritora dá sinais de sua indisposição para com o tipo de vida que leva.
1957

-
Rompe unilateralmente o contrato com Simeão Leal e autoriza Sabino e Braga a encaminharem seus contos — nessa altura em número de quinze — para serem publicados no "Suplemento Cultural" do jornal "O Estado de São Paulo". Seu casamento vive momentos de tensão.

1958

-
Conhece e se torna amiga da pintora Maria Bonomi. É convidada a colaborar com a revista "Senhor", prevista para ser lançada no início do ano seguinte. Erico Verissimo escreve informando estar autorizado a editar seu romance e, também, seus contos pela Editora Globo, de Porto Alegre. 1.000 exemplares — dos mais de 1.700 remanescentes — de "Près du coeur sauvage" são incinerados, por falta de espaço de armazenamento. O casamento de Clarice dá sinais de seu final.

1959
- Separa-se do marido e, em julho, regressa ao Brasil com seus filhos. Seu livro continua inédito. A escritora resolve comprar o apartamento onde está residindo, no bairro do Leme, e, para isso, busca aumentar seus ganhos. Sob o pseudônimo de "Helen Palmer", inicia, em agosto, uma coluna no jornal "Correio da Manhã", intitulada "Correio feminino — Feira de utilidades".
1960
- Publica, finalmente, Laços de Família, seu primeiro livro de contos, pela editora Francisco Alves. Começa a assinar a coluna "Só para Mulheres", como "ghost-writer" da atriz Ilka Soares, no "Diário da Noite", a convite do jornalista Alberto Dines. Assina, com a Francisco Alves, novo contrato para a publicação de A maçã no escuro. Torna-se amiga da escritora Nélida Piñon.
1961
- Publica o romance A maçã no escuro. Recebe o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por
Laços de família.
1962

- Passa a assinar a coluna "Children's Corner", da seção "Sr. & Cia.", onde publica contos e crônicas. Visita, com os filhos, seu ex-marido que se encontra na Polônia. Recebe o prêmio Carmen Dolores Barbosa (oferecido pela senhora paulistana de mesmo nome), por A maçã no escuro, considerado o melhor livro do ano.
1963

-
A convite, profere no XI Congresso Bienal do Instituto Internacional de Literatura Ibero-Americana, realizado em Austin - Texas, conferência sobre o tema "Literatura de vanguarda no Brasil. Conhece Gregory Rabassa, mais tarde tradutor para o inglês de A maçã no escuro. A paixão segundo G. H. é escrito em poucos meses, sendo entregue à Editora do Autor, de Sabino e Braga, para publicação. Compra um apartamento em construção no bairro do Leme.
1964
- Publica o livro de contos A legião estrangeira e o romance A Paixão Segundo G. H., ambos pela Editora do Autor. Em dezembro, o juiz profere a sentença que poria fim ao processo de separação de Clarice e Maury.
1965

-
Em maio, muda-se para o apartamento comprados em 1963. Sua obra passa a ser vista com outros olhos — pela crítica e pelo público leitor — após A paixão segundo G. H. Resultado de uma seleta de trechos de seus livros, adaptados por Fauzi Arap, é encenada no Teatro Maison de France o espetáculo Perto do coração selvagem, com José Wilker, Glauce Rocha e outros. Dedica-se à educação dos filhos e com a saúde de Pedro, que apresenta um quadro de esquizofrenia, exigindo cuidados especiais. Apesar de traduzida para diversos idiomas e da republicação de diversos livros, a situação financeira de Clarice é muito difícil.
1966

-
Na madrugada de 14 de setembro a escritora dorme com um cigarro aceso , provocando um incêndio. Seu quarto ficou totalmente destruído. Com inúmeras queimaduras pelo corpo, passou três dias sob o risco de morte — e dois meses hospitalizada. Quase tem sua mão direita — a mais afetada — amputada pelos médicos. O acidente mudaria em definitivo a vida de Clarice.
1967
- As inúmeras e profundas cicatrizes fazem com que a escritora caia em depressão, apesar de todo o apoio recebido de seus amigos. Não foi só um ano de acontecimentos ruins. Começa a publicar em agosto — a convite de Dines — crônicas no "Jornal do Brasil", trabalho que mantém por seis anos. Lança o livro infantil O mistério do coelho pensante, pela José Álvaro Editor. Em dezembro, passa a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro.
1968
- Em maio, o livro O mistério do coelho pensante é agraciado com a "Ordem do Calunga", concedido pela Campanha Nacional da Criança. Entrevista personalidades para a revista "Manchete" na seção "Diálogos possíveis com Clarice Lispector". Participa da manifestação contra a ditadura militar, em junho, chamada "Passeata dos 100 mil". Morrem seus amigos e escritores Lúcio Cardoso e Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta). É nomeada assistente de administração do Estado. Profere palestras na Universidade Federal de Minas Gerais e na Livraria do Estudante, em Belo Horizonte. Publica A mulher que matou os peixes, outro livro infantil, ilustrado por Carlos Scliar.
1969
- Publica seu "hino ao amor": Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, pela Editora Sabiá. O romance ganha o prêmio "Golfinho de Ouro", do Museu da Imagem e do Som. Viaja à Bahia onde entrevista para a "Manchete" o escritor Jorge Amado e os artistas Mário Cravo e Genaro. Em 14/08 é aposentada pelo INPS - Instituto Nacional de Previdência Social. Seu filho Paulo, mora nos Estados Unidos desde janeiro, num programa de intercâmbio cultural. Seu irmão Pedro, em tratamento psiquiátrico, esteve internado por um mês, em junho.
1970
- Começa a escrever um novo romance, com o título provisório de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Mais adiante, é chamado Objeto gritante. Foi lançado com o título definitivo de Água viva. Conhece Olga Borelli, de que se tornaria grande amiga.
1971
- Publica a coletânea de contos Felicidade clandestina, volume que inclui O ovo e a galinha, escrito sob o impacto da morte do bandido Mineirinho, assassinado pela polícia com treze tiros, no Rio de Janeiro. Há, também, um conjunto de escritos em que rememora a infância em Recife. Encarrega o professor Alexandre Severino da tradução, para o inglês, de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Dez de seus contos já publicados constam de "Elenco de cronistas modernos", lançado pela Editora Sabiá.
1972

-
Retoma a revisão de Atrás do pensamento, com o qual não estava satisfeita. Faz inúmeras alterações no texto e passa a chamá-lo Objeto gritante. Repensando o romance, procura distrair-se. Durante um mês posa para o pintor  Carlos Scliar, em Cabo Frio (RJ).


1973
- Publica o romance Água viva, após três anos de elaboração, pela Editora Artenova, que lançaria também, nesse ano, A imitação da rosa, quinze contos já publicados anteriormente em outras coletâneas. Alberto Dines, em carta à escritora, diz sobre Água viva: "[...] É menos um livro-carta e, muito mais, um livro música. Acho que você escreveu uma sinfonia". Viaja à Europa com a amiga Olga Borelli. Clarice deixa de colaborar com o "Jornal do Brasil", face à demissão de Alberto Dines, no mês de dezembro.
1974
- Para manter seu nível de renda, aumenta sua atividade como tradutora. Verte, entre outros, "O retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, adaptado para o público juvenil, pela Ediouro. Publica, pela José Olympio Editora, outro livro infantil, A vida íntima de Laura e dois livros de contos, pela Artenova: A via crucis do corpo e Onde estivestes de noite. Uma curiosidade: a primeira edição de Onde estivestes de noite foi recolhida porque foi colocado, erroneamente, um ponto de interrogação no título. Seu cão, Ulisses, lhe morde o rosto, fazendo com que se submeta a cirurgia plástica reparadora reparadora realizada por seu amigo Dr. Ivo Pitanguy. Lê, em Brasília (DF), a convite da Fundação Cultural do Distrito Federal, a conferência "Literatura de vanguarda no Brasil", que já apresentara no Texas. Participa, em Cali — Colômbia, do IV Congresso da Nova Narrativa Hispano-americana. Seu filho, Paulo, vai morar sozinho, em um apartamento próximo ao da escritora. Pedro vai morar com o pai, em Montevidéu — Uruguai.
1975
- Tendo como companheira de viagem a amiga Olga Borelli, participa do I Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, Colômbia. No dia de sua apresentação sente-se indisposta e pede a alguém que leia o conto O ovo e a galinha, não apresentando a fala sobre a magia que havia preparado para a introdução da leitura. Muito embora minimizada, essa participação tem muito a ver com as palavras ditas por Otto Lara Resende, conhecido escritor, em um bate-papo com José Castello: "Você deve tomar cuidado com Clarice. Não se trata de literatura, mas de bruxaria." Otto se baseava em estudos feitos por Claire Varin, professora de literatura canadense que escreveu dois livros sobre a biografada. Segundo ela, só é possível ler Clarice tomando seu lugar — sendo Clarice.  "Não há outro caminho", ela garante.  Para corroborar sua tese, Claire cita um trecho da crônica A descoberta do mundo, onde a escritora diz: "O personagem leitor é um personagem curioso, estranho. Ao mesmo tempo que inteiramente individual e com reações próprias, é tão terrivelmente ligado ao escritor que na verdade ele, o leitor, é o escritor." Traduz romances, como "Luzes acesas", de Bella Chagall, "A rendeira", de Pascal Lainé, e livros policiais de Agatha Christie. Ao longo da década, faz adaptações de obras de Julio Verne, Edgar Allan Poe, Walter Scott e Jack London e Ibsen. Lança Visão do esplendor, com trabalhos já publicados na coluna "Children's Corner", da revista "Senhor" e também no "Jornal do Brasil". Publica De corpo inteiro, com algumas entrevistas que fizera anteriormente para revistas cariocas. É muito elogiada quando visita Belo Horizonte, fato que a deixa contrariada. Passa a dedicar-se à pintura. Morre, dia 28 de novembro, seu grande amigo e compadre Erico Verissimo. Reúne trabalhos de Andréa Azulay num volume artesanal ilustrado por Sérgio Mata, intitulado "Meus primeiros contos". Andréa tinha, então, dez anos de idade.
1976
- Seu filho Paulo casa-se com Ilana Kauffmann. Participa, em Buenos Aires, Argentina, da Segunda Exposición — Feria Internacional del Autor al Lector, onde recebe muitas homenagens. É agraciada, em abril, com o prêmio concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. Grava depoimento no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em outubro, conduzido por Affonso Romano de Sant'Anna, Marina Colasanti e por João Salgueiro, diretor do MIS. Em maio, corre o boato de que a escritora não mais receberia jornalistas. José Castello, biógrafo e escritor, nessa época trabalhando no jornal "O Globo", mesmo assim telefona e consegue marcar um encontro. Após muitas idas e vindas é recebido. Trava então o seguinte diálogo com Clarice:

J.C. "— Por que você escreve?

C.L. "— Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?"

J.C. "— Por que bebo água? Porque tenho sede."

C.L. "— Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."

Enquanto escreve A hora da estrela com a a ajuda da amiga Olga, toma notas para o novo romance, Um sopro de vida. Revê Recife e visita parentes. Em dezembro, "Fatos e Fotos Gente", revista do grupo "Manchete", publica entrevista feita com a artista Elke Maravilha, a primeira de uma série que se estenderia até outubro de 1977.
1977
- A revista "Fatos e Fotos Gente" publica, em janeiro, entrevista feita pela escritora com Mário Soares, primeiro-ministro de Portugal. O jornal "Última Hora" passa a publicar, a partir de fevereiro, semanalmente, as suas crônicas. Ainda nesse mês, é entrevistada pelo jornalista Júlio Lerner para o programa "Panorama Especial", TV Cultura de São Paulo, com o compromisso de só ser transmitida após a sua morte. Escreve um livro para crianças, que seria publicado em 1978, sob o título Quase de verdade. Escreve, ainda, doze histórias infantis para o calendário de 1978  da fábrica de brinquedos "Estrela", intitulado Como nasceram as estrelas. Vai à França e retorna inesperadamente. Publica A hora da estrela, pela José Olympio, com introdução — "O grito do silêncio" — de Eduardo Portella. Esse livro seria adaptado para o cinema, em 1985, por Suzana Amaral. A editora Ática lança nova edição de A legião estrangeira, com prefácio de Affonso Romano de Sant'Anna. Clarice morre, no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma de ovário irreversível.  O enterro aconteceu no Cemitério Comunal Israelita, no bairro do Caju, no dia 11. Vai ao ar, pela TV Cultura, no dia 28/12, a entrevista gravada em fevereiro desse ano.
1978
- Três livros póstumos são publicados: o romance Um sopro de vida — Pulsações, pela Nova Fronteira, a partir de fragmentos em parte reunidos por Olga Borelli; o de crônicas  Para não esquecer, e o infantil,  Quase de verdade, em volume autônomo, pela Ática. Para não esquecer é composto de crônicas que haviam sido publicadas na segunda parte do livro A legião estrangeira, em 1964, que compunham a seção "Fundo de Gaveta" do citado livro. A hora da estrela é agraciada com o prêmio Jabuti de "Melhor Romance". A paixão sendo G. H. é publicada na França, com tradução de Claude Farny.
1979
- É publicado A bela e a fera, pela Nova Fronteira, contendo contos publicados esparsamente em jornais e revistas. Estréia, no teatro Ruth Escobar, em São Paulo, Um sopro de vida, baseado em livro de mesmo nome, com adaptação de Marilena Ansaldi e direção de José Possi Neto.
1981
- "Clarice Lispector — Esboço para um retrato", de Olga Borelli, é lançado pela Nova Fronteira.
1984

-
Reunindo a quase totalidade de crônicas publicadas no Jornal do Brasil, no período de 1967 a 1973, é lançado "A descoberta do mundo", organização de Paulo Gurgel Valente, filho da autora. A Éditions des Femmes, da França, lança, em sua coleção "La Bibliotèque des voix", fita cassete com trechos de La passion selon G. H., lidos pela atríz Anouk Aimée.
1985
- A hora da estrela recebe dois prêmios na 36ª edição do Festival de Berlim: da Confederação Internacional de Cineclubes — Cicae, e da Organização Católica Internacional do Cinema e do Audiovisual — Ocic. O longa-metragem de mesmo nome, dirigido por Suzana Amaral, com roteiro de Alfredo Oros também é premiado: Marcélia Cartaxo recebe o Urso de Prata de "Melhor Atriz".

Outros acontecimentos

Os 10 anos da morte da escritora são lembrados com diversas homenagens em sua memória. É aberto ao público o conjunto de documentos que viria a constituir o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, no Rio de Janeiro, constituído de documentos doados por Paulo Gurgel Valente.

Em 1990, a Francisco Alves Editora inicia a reedição da obra da escritora. A paixão segundo G. H. é encenada na capital francesa, no teatro Gérard Philippe, em montagem de Alain Neddam. Diane E. Marting, em 1993, publica "Clarice Lispector. A Bio-Bibliography", pela Westport: Greenwood Press, nos Estados Unidos. Em 1996, é lançada a antologia "Os melhores contos de Clarice Lispector", pela editora Global.

Estréia no Rio de Janeiro "Clarice — Coração selvagem", adaptado e dirigido por Maria Lúcia Lima, com Aracy Balabanian, em 1998.

No ano seguinte, "Que mistérios tem Clarice", adaptado por Luiz Arthur Nunes e Mário Piragibe estréia no teatro N. E. X. T.

Fernando Sabino, em 2001, organiza e publica, pela Record, "Cartas perto do coração", contendo correspondência que manteve com a escritora de 1946 a 1969.

A editora Rocco lança, em 2002, "Correspondências — Clarice Lispector", antologia de cartas de e para a escritora, seleção de Teresa Montero.

No aniversário de Clarice, 10/12/2002, a Embaixada do Brasil na Ucrânia e a Prefeitura de Tchetchelnik se associam em homenagem à memória da escritora, inaugurando uma placa com dados biográficos  gravados em russo e em português, que é afixada na entrada da sede da administração municipal.

Em 2004, os manuscritos de A hora da estrela e parte dos livros que pertenciam à biblioteca pessoal de Clarice Lispector são confiadas por Paulo Gurgel Valente à guarda do Instituto Moreira Salles, que lança, em dezembro, edição especial dos "Cadernos de Literatura Brasileira", dedicada à vida e à obra da autora.
Em artigo publicado no jornal "The New York Times", no dia 11/03/2005, a escritora foi descrita como o equivalente de Kafka na literatura latino-americana. A afirmação foi feita por Gregory Rabassa, tradutor para o inglês de Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e de Clarice. No dia 13/01, foi discutido o viés judaico na obra da autora no Centro de História Judaica em Nova York.

O Consulado-Geral do Brasil em Córdoba - Argentina, participou, em 2007, de homenagem, dos alunos do 6º ano do nível médio, à escritora Clarice Lispector. O fato mereceu destaque na página de divulgação de eventos culturais do Ministério das Relações Exteriores. Naquela cidade encontram-se 47 escolas que ensinam a Língua Portuguesa e aspectos da cultura e literatura brasileira. O Consulado-Geral também conta com uma pequena biblioteca, que atende ao público interessado nesses assuntos, embora não haja ali nenhuma obra da citada escritora. No entanto, têm sido publicadas, nos últimos tempos, notas sobre a vida e a obra de Clarice Lispector, na imprensa local.


fonte site Releituras

domingo, 27 de fevereiro de 2011

#sorteio do livro Cidade dos Ossos (ENCERRADA)

vamos ao segundo sorteio do blog. Esse sorteio será realizado quando o blog atingir 50 seguidores.

vamos as regrinhas básica



1- seguir o blog publicamente
2- seguir no twitter @vanessakm42
3- deixar um comentario em qualquer post do blog
4- twittar a seguinte frase:

"Quero ganhar o livro Cidade dos ossos que @vanessakm42 esta sorteando no seu blog siga e de RT http://t.co/bUM2ZWJ "

Sinopse do livro aqui

Clarice Lispector parte 3

Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem
Clarice Lispector

Sou um coração batendo no mundo
Clarice Lispector

Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
Clarice Lispector

“Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos.
Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.”
Clarice Lispector

O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão.
Clarice Lispector

Que medo alegre, o de te esperar.
Clarice Lispector

Não me entendo e ajo como se entendesse.Clarice Lispector

Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio.
Clarice Lispector

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.
Clarice Lispector

Ter nascido me estragou a saúde
Clarice Lispector

"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."
Clarice Lispector

Clarice Lispector parte 2

E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.
Clarice Lispector

Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.
(A Hora da Estrela)
Clarice Lispector

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
Clarice Lispector

Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Clarice Lispector

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.
Clarice Lispector

Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.
Clarice Lispector

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Clarice Lispector

Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.
Clarice Lispector

"a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...."
Clarice Lispector

Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante
Clarice Lispector

Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever
Clarice Lispector

Perder-se também é caminho.
Clarice Lispector

O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?
Clarice Lispector

Clarice Lispector parte 1

Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.Clarice Lispector

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
Clarice Lispector

A palavra é o meu domínio sobre o mundo.
Clarice lispector

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector

Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem)
Clarice Lispector

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.
Clarice Lispector

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
Clarice Lispector

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o que estou lendo

atualmente estou lendo vários livros ao mesmo tempo




promoção a breve segunda vida de bree tanner (ENCERRADA)

Primeiro Sorteio do Blog



Para o primeiro sorteio do blog escolhi o livro A BREVE SEGUNDA VIDA DE BREE TANNER, os fãs de Crepúsculo não podem deixar de ler. O livro será sorteado quando o blog chegar a 30 seguidores.


Entao vamos as regrinhas básicas para levar esse livro

1- seguir o blog publicamente
2- seguir no twitter @vanessakm42
3- deixar um comentario em qualquer post do blog
4- twittar a seguinte frase:

"Quero ganhar o primeiro sorteio que @vanessakm42 está promovendo em seu blog. Siga e dê RT http://t.co/O2MTEp8"


resenha O Pianista

de wladyslaw szpilman


"Cambaleei na rua vazia, chorando, perseguido pelos gritos distantes das pessoas presas naqueles vagões... Pássaros engaiolados em perigo mortal."

Embora essas possam parecer palavras fortes, assim soltas, no contexto do livro, nao me trouxeram emoção.
Estava aguardando bastante para ler esse livro, que adiquiri atraves de uma troca. Me decepcionei pela escolha. O livro  é muito fraco, nao gostei.
Livros que falam sobre nazismo, holocaustos e Hitle, geralmente sao bons... mas esse... Li até o fim, mas não foi com empolgação. O modo do autor narrar a historia, mesmo sendo sua própria historia, é fraco e sem emoção. Para nao dizer que não gostei de nada no livro, eu gostei das fotos que tem de wladyslaw e da familia dele e do capitao Hosenfeld que salvou a vida dele. Nada demais... Bom ainda nao vi o filme, mas se o livro é assim tao ruim, o filme deve ser idem...
mesmo durante a guerra e sabendo que estava condenado a morte a familia de wladyslaw mantiveram a união até o fim, isso eu gostei. o trecho (UNICO) do livro me me trouxe alguma reação foi ja perto da morte da familia em que eles fazem a ultima refeição juntos. O pai ja sem dinheiro, gasta o que tem comprando um pedaço de doce e divide aquele pedaço em seis partes iguais, e juntos a familia se alimenta unicamente daquilo.
O livro “O pianista” trata-se da historia verídica de Wladyslaw Szpilman, durante a 2ª Guerra Mundial na Polônia, que acompanhou e viveu os horrores impostos pelos nazistas naquela época. Szpilman acompanhou de perto as humilhações em público dirigidas as pessoas com deficiência ou fora dos padrões de “raça pura” de Hitler, como: a dança na rua Chodna, no capítulo 5, onde pessoas com deficiência física em cadeiras de rodas era forçadas a rodar e dançar, dentro outros. No capitulo 9, o autor discorre sobre o momento em que todos os componentes de sua família de origem polonesa, foram levados pelos nazistas (soldados: alemães, judeus e poloneses, que serviam ao interesse dos nazistas alemães deliberadamente ou a fim de garantir sua sobrevivência) a um dos campos de concentração, aonde estavam testando a eficiência de crematórios, utilizando como cobaias pessoas (judeus ou outros que não serviam aos interesses dos nazistas, como pessoas com deficiência ou até mesmo aqueles que tentavam ajudar algum judeu). O mesmo deve sua vida a algumas como o capitão alemão Wilm Hosenfeld que surpreendentemente o ajudou quando estava escondido no sótão da unidade de comando da fortaleza em Varsóvia. Após, o término da guerra foi encontrado muito abatido, mas com vida. Recomeçou apesar da dor de perder sua família e as lembranças que o acompanharam por toda vida, constitui família e escreveu o referido livro que ora foi difundido fora da Polônia por seu filho.
No mais o livro nao me trouxe emoção ou comoção alguma.
resumido: nao gostei

livro A Fome de Íbus

Há muito tempo, numa época em que as grandes montanhas Malatosas ainda se erguiam no mundo, numa das poucas vezes em que anões estiveram ao lado de elfos, empunhando suas armas contra um inimigo comum, surgiu um grande guerreiro bárbaro conhecido como o Dentes-de-Sabre; que retornou, depois de muitos invernos, das guerras em que se engalfinharam homens e povos da escuridão, no Norte.
Seu braço ostentava o aço dos clãs e em seu peito havia um espaço deixado pelo coração selvagem ancestral. Foi à procura do antigo sentido de sua vida que voltou para sua terra natal, o Norte, de poucas cores. Trouxe com ele um presente a um amigo, seu mentor, mas sem que imaginasse, acabava por trazer consigo o início de uma desconhecida profecia. E tudo começou...

A Fome de Íbus é o título desta saga, cujo primeiro livro se inicia com o Livro do Dentes-de-Sabre. É uma obra de ficção fantástica, com toques do gótico de Lovecraft e Poe, com o mundo de fantasia presente no Silmarillion de Tolkien, narradas com energia semelhante ao de Stephen King, onde batalhas épicas são narradas com os detalhes impiedosos de um Bernard Conwell. É a saga de um homem, forte por natureza, mas cujos limites são claros e evidentes quanto ao mundo além das fronteiras do Norte gelado, onde seu povo vivia em quase isolamento.

É a história de um homem que desobedece às leis de seu povo e se liberta de seus próprios limites para desafiar o desconhecido. Mas esta, que poderia ser a história de tantos outros livros de aventuras, é passado para Karizem.

O livro se inicia exatamente no ponto em que o bárbaro de Ith já fez sua escolha, foi ao mundo e venceu. O livro do Dentes-de-Sabre, relata o retorno deste homem, de muitos tesouros e glórias, ao povo que amava, que ainda residia no passado das tradições tribais. É a história de um homem que teve o braço erguido em batalha, segurando o cabo de uma espada, mas que não pode fazer o mesmo contra os olhares cheios de consternação de seu próprio povo, que o recrimina. Karizem dos Bittur já não é mais um deles. Aos olhos do povo de Ith, Karizem abandonou sua terra quando deixou a tundra do norte. Desobedeceu as regras, e deve pagar por isso.

Este primeiro livro da saga é, em parte, a história que relata as dificuldades de um homem confuso que decidiu dar um passo atrás, que foi ao mundo e depois viu que o que poderia ser o desejo do jovem, não lhe preencheu a alma como imaginava. É o amadurecimento de um rapaz que se torna homem ao custo de muita dor. E o passo atrás, além de se mostrar, muitas vezes, difícil, pode se mostrar impossível.

Por outro lado, é uma aventura sombria e misteriosa. Alguém o espreitava das sombras e, quer quisesse ou não, teria que seguir o caminho para ele traçado pelas brumas do arcano mágico. As respostas não vêm das runas, e não se encontram próximas a ele, e um longo caminho deveria ser seguido nessa busca inevitável. Seria o passo atrás, nada mais que mais um passo além?

Ith, sua cidade natal, não o quer e ele não se acostuma mais a ser mal-querido. Seu coração endureceu, não há mais lágrimas em seu peito, e seu orgulho é o de um conquistador de povos, aguerrido, cujo grito de combate é reconhecido pelos abutres em banqueteante revoada. O mundo o espera de volta, de mandíbulas abertas, salivando baba viscosa e cheia de fome. A profecia o aguarda... e outros vão com ele, desta vez.
Acompanhado, inicialmente, do velho mentor (um mago misterioso e cheio de sabedoria cujo poder arcano fora sufocado e quase perdido) e um novo jovem guerreiro, filho de um dos outros clãs do Norte, que misteriosamente possuía algumas das respostas ao enigma a que Karizem teria de desvendar, acaba por encontrar outros seres que seriam as peças fundamentais no desenrolar dos fatos: um anão misterioso, que secretamente é o enviado de forças poderosas dentre as antigas montanhas do mundo; um elfo, que revela-se o portador de um passado obscuro onde velhas armas mágicas voltam do esquecimento; e finalmente um mendigo errante, um cavaleiro de uma ordem sagrada que traz em si o real poder da escuridão, interessando-se, acima de tudo, em usar o guerreiro bárbaro, conhecido como Dentes-de-Sabre, pra seus próprios interesses.
Em, A Fome de Íbus – Livro do Dentes-de-Sabre, temos uma história de aventura, detalhada e bem estruturada, recheada de paisagens maravilhosas de um mundo frio, coberto pelo manto de gelo do Norte. Possui descrições precisas e personagens redondos, cheios de individualidade, compondo, às vezes, clichês desejados e sempre bem dosados, atendendo aos gostos do leitor exigente e saudoso de antigas sagas. Feito para jovens e adultos, que serão certamente apreciados, por exemplo, pelos aficionados por Harry Potter, de J. K. Rowling (principalmente nos dois últimos volumes, quando a saga do bruxinho inglês torna-se mais soturna) ou pela série Crepúsculo, de Stephenie Meyer (mas, ao invés de uma história de vampiros, teremos, talvez, uma de caçadores de vampiros. Aliás, o que Karizem caça é bem pior!).
No livro, as coisas não correm como o planejado para o grupo liderado por Karizem, ao deixar Ith e seu povo. Surgem as garras dos vampiros Cursaks, que se interpõe no caminho dos aventureiros (com resultados talvez fatais para alguns), e apesar de todos os motivos que deveriam mantê-los afastados, devem então seguir para a cidadela amaldiçoada de Tull Saitanes, onde os maiores bruxos necromantes do mundo espreitam, à procura de mais poder. E aqui não há bruxos mirins bonzinhos!
Sua busca revela as pistas para os enigmas que a profecia exige como solução. Inimigos devem ser destruídos e seu destino leva de encontro ao verdadeiro mal que assola os tempos sombrios em que vivem. Cada um tem seu papel a desempenhar na esfera de existência em que se encontram, manipulados pelas mais poderosas forças arcanas: A Fome de Íbus, que a tudo destrói e tudo traga para si própria.

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livro Coração de Pedra

de Charlie Fletcher

Adolescente provoca guerra mitológica eletrizante  
Novo escritor inglês narra uma fascinante viagem ao passado de Londres e é apontado como o legítimo sucessor de J.K. Rowling

Ele vem sendo apontado nada mais nada menos como o sucessor de J. K. Rowling no coração dos adolescentes que adoram aventuras eletrizantes. E é com uma história realmente eletrizante – a série Coração de Pedra, que se estenderá por três livros – que o inglês Charlie Fletcher, um homem do cinema, estréia na literatura para adolescentes.

Vejamos: com raiva do professor que o puniu injustamente durante uma visita ao Museu de História Natural, em Londres, George Chapman, um garoto de 12 anos, decepa com um murro a cabeça de um dragão de pedra – um gárgula – do pórtico do museu. Tem início então uma guerra entre estátuas mitológicas (o mal) e estátuas de seres humanos (o bem), e uma frenética e fascinante viagem ao passado da cidade de 2 mil anos.

Depois de ter colocado no bolso a cabeça do dragão, do tamanho de seu punho, George é perseguido por Pterodáctilo, réptil do tamanho de uma pomba com os dedos unidos por membranas e dentes afiados e pontudos, que se soltou da fachada do museu e o olhava fixamente com ódio e fome.

E isso é só o começo: Coração de Pedra, lançado agora no Brasil pela Geração-Ediouro, em tradução de Lidia Cavalcante Luther, tem não apenas linguagem ágil, fácil e cativante; a história, de perder o fôlego, mas ao mesmo tempo divertida, tem adrenalina suficiente para despertar o interesse dos órfãos do bruxinho que nos últimos anos cativou crianças e adolescentes no mundo inteiro.

Na fuga desenfreada, George chega a parar de respirar de tanto susto e corre o risco de ser atropelado na rua, mas ninguém vê do que ele foge. Na calha ornamental de um prédio, salamandras começam a se mover. A perseguição de Pterodáctilo continua. “Dizem que nunca se está mais sozinho do que no meio de uma multidão, mas estar sozinho no meio de uma multidão, enquanto se é perseguido por uma coisa monstruosa sem que ninguém perceba, é muito pior”, escreve o autor.

O garoto é salvo pela estátua do Artilheiro do Memorial de Guerra, que abate Pterodáctilo com vários tiros de revólver. Assustado, George agradece. Uma voz sepulcral sai da garganta do Artilheiro: “Me agradeça quando chegar ao fim, amigo”. Para reparar seu erro e restabelecer a paz, George tem que colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra. Mas, para isso, claro, ele precisa descobrir que coração é esse.

Para encontrar o Coração de Pedra, George Chapman conta com a ajuda de uma nova amiga, Edie, uma garota de “cabelos brilhantes cor de berinjela”, de dureza de expressão e determinada – ela não se importava com pequenas questões da vida. “Sua expressão era a de um rosto firme na perseguição de alguma coisa grande”, escreve Charlie Fletcher.

Da mesma forma que George, Edie vê os seres mitológicos. Mas, diferente dele, ela consegue ficar invisível, quando quer passar incógnita. Na busca do Coração de Pedra, “uma coisa preciosa”, eles lançam mão do Dicionário, que lhes ensina o significado de palavras importante para prosseguirem.

Coração de Pedra é uma história por vezes sombria, mas autêntica – as ruas, os lugares e as estátuas do livro existem, estão na Londres real. Charlie Fletcher combina erudição com divertimento e lições, numa prosa cativante e enredo talvez ingênuo, mas verossímil. Coração de Pedra é uma aventura mais do que surpreendente. Fletcher já escreveu para cinema, televisão e jornais. Atualmente o escritor mora em Edimburgo com a mulher, dois filhos e um cão terrier.

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livro Jerusalém

de Andrea Frediani
Uma belissima capa

Jerusalém, 70 d.C. Um jovem, membro da família de Jesus, salva as memórias escritas por Tiago, irmão de Cristo, da devastação romana promovida por Tito.

Mais de mil anos depois, o manuscrito reaparece, em Mogúncia, nas mãos da comunidade hebraica, que pretende usá-lo como prova da absoluta inocência dos judeus na morte de Jesus. Agora, em 1099, enquanto a cidade é assediada pelos cruzados, o precioso documento está novamente em Jerusalém, onde os chefes cristãos o procuram a fim de impedir que a mensagem provoque uma cisão no cerne da Igreja.

Oito destinos se entrelaçam à sorte do memorial de Tiago: duas irmãs judias, sobreviventes ao pogrom dos cruzados na Germânia; uma prostituta semipagã e um monge cluniacense que escaparam do desastroso epílogo da cruzada de Pedro, o Eremita; um emir árabe e três ex-combatentes da Batalha de Manzikert: um normando, um bizantino e um turco.
Reconstruído com vívido realismo, tanto nos episódios sangrentos como nas sombrias motivações dos agentes do conflito, ganha corpo o choque entre duas religiões, a cristã e a muçulmana, o qual cresce em ferocidade dia após dia, até o insensato massacre final.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

livro Sempre ao seu lado

de Rachel Gibson

Sempre ao seu Lado narra a história de Maddie Jones. A personagem volta à cidade onde nasceu, com pretexto de concluir seu livro, um thriller policial com todos os ingredientes de um bom suspense, duplo homicídio e traição, em uma trama envolvente. O que ninguém sabe é que os fatos são verídicos, e boa parte foi descrita no diário de sua mãe, assassinada junto com seu amante. Maddie Jones está determinada a descobrir o passado sórdido da cidade. No entanto, ela não conta com a possibilidade de se sentir atraída por Mick Hennessey, filho da mulher traída que matou sua mãe.

livro Sem Clima para o Amor

de Rachel Gibson

Rachel Gibson é a mais nova escritora da lista dos mais vendidos do jornal americano The New York Times. Com 13 romances publicados, a autora dá vida e energia a seus personagens em romances contemporâneos. Um amor antigo, o casamento de sua melhor amiga e a visão de seu noivo em posição comprometedora com o técnico da máquina de lavar são alguns dos ingredientes que compõe esse romance que emplacou no topo da lista internacional dos livros mais vendidos. A trama central deste livro, é Clare Wingate, uma escritora bem-sucedida, determinada e independente, mas está sofrendo com a traição de seu noivo. Depois desse fato, decidiu que não mais se apaixonaria; até encontrar Sebastian, seu amigo de infância, no casamento da melhor amiga.

livro Legado da Caça-vampiro

de Collen Gleason

Vitória Gardella é jovem, linda e usa piercing no umbigo. Ela vive na Inglaterra do século XIX e herdou um legado: matar vampiros. Londres, 1810. Num ambiente que lembra os romances de Jane Austen, como Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, uma jovem linda e sensual, Vitória Gardella, debuta na sociedade e precisa arrumar um marido rico. Mas Vitória parece viver 200 anos adiante de seu tempo. Quer levar vida independente. E herdou um terrível Legado – o de ser uma Venadora, ou caça-vampiro. Você não precisa esquecer tudo o que leu sobre vampiros, de Bram Stocker a Stephenie Meyer, mas vai se surpreender e se arrepiar com esse novo jeito elegante, erótico, sangrento e eletrizante de contar uma história.

livro As camadas mais frias do ar

 de Antje Rávic Strubel


 Numa floresta idílica à beira de um lago na Suécia, um grupo de alemães na casa dos trinta anos, monitores de uma colônia de férias, procura escapar da civilização, esquecer o passado amargo e ignorar o futuro incerto. “A Natureza não faz perguntas”, diz o anúncio enigmático respondido pela desiludida Anja, contratada para trabalhar no acampamento de verão, onde conhece e fica fascinada pela etérea e misteriosa Siri, a qual coloca a sua identidade sexual em jogo, enredando-a numa teia confusa e sedutora que faz as duas mulheres entrarem em conflito com o resto do acampamento. As tensões latentes nesse microcosmo da sociedade moderna acabam eclodindo, e o paraíso estival degenera aos poucos num inferno de tortura psicossocial, violência, loucura e assassinato. História de amor, ficção criminal ou romance social? Além de tudo isso, esta obra estilosa e impressionista, de narrativa esculpida com a delicadeza precisa de um camafeu, introduz uma nova linguagem para o amor.

livro 98 Tiros de audiência

de Aguinaldo Silva
Aguinaldo Silva, um dos maiores autores de telenovela do país, revela em seu novo e polêmico romance, 98 Tiros de Audiência, o que a TV não mostra: os bastidores da produção de uma novela. A estrela da Novela das Oito, Aurora Constanti, viciada em cocaína, álcool e sexo, amada pelos telespectadores e odiada pelo elenco, é assassinada em sua casa. Quem matou a estrela? Todos são suspeitos. O romancista mantém o suspense até o fim, numa movimentada e divertida ficção que parece verdade. O escritor, no entanto, conduz o livro com ironia – ele brinca com o tema policial e até com o próprio nome. Muitos dos personagens foram inspirados em pessoas reais, atores, atrizes, diretores da TV Globo e jornalistas. Como em Prendam Giovanni Improtta, também publicado pela Geração, Aguinaldo Silva escreve com talento sobre o que domina – assunto policial e produção de novela de TV: a fogueira de vaidades, a arrogância, a falta de ética de diretores e atores.

livro Antes Tarde do que Sempre

 de Bertoldo Gontijo
Antes Tarde do que Sempre, de Bertoldo Gontijo, leva o leitor por eventos às vezes engraçados, às vezes trágicos, mas sempre bem sacados. Seja por qual for o motivo: o sexo, as drogas ou o rock ´n´ roll, Aldo aos 30 e poucos anos é um obcecado pelo seu passado cheio de vitalidade e vê em Júlia a oportunidade de revivê-lo, o que o leva a novos erros e a revelações inesperadas.

Em seu apartamento no bairro da Aclimação em São Paulo, rodeado por seus adorados discos de vinil e guitarras, Aldo, um redator publicitário, fã de rock e músico frustrado, se recupera de um pequeno acidente sofrido em um show.
De molho e em meio a uma crise de insônia, ele se dá conta de que está envelhecendo infeliz. Júlia, uma antiga colega de escola, linda e bem sucedida, reaparece por acaso (ou nem tanto) em sua vida, e traz com ela o frescor de bons momentos. E é a partir daí que a personalidade cômica e cativante desse anti-herói começa a mostrar contornos mais detalhados. Personagens e situações reais e divertidas da vida privada acabam por revelar os motivos da atual condição de Aldo. Impossível não se identificar com Aldo ou com Júlia. Mesmo que apenas no fim. Antes tarde do que nunca.

livro ENQUANTO ELES DORMIAM

de Donna Leon
É início de primavera em Veneza. Com as temperaturas amenas, as hordas de turistas e as verduras e frutas no mercado de Rialto, parece chegar também uma onda de calma ao já não muito agitado submundo do crime da Sereníssima. Tomado pelo tédio, o commissario Guido Brunetti já perdia as esperanças de qualquer ação, até que recebe uma estranha visita.
Mais uma vez retratando as peripécias desse atípico detetive - amante da boa mesa e da literatura e casado com uma intelectual filha de um conde veneziano - em meio a canais, praças e vielas que ele conhece como ninguém, Donna Leon nos conduz agora aos subterrâneos de uma misteriosa organização religiosa, protegida por figurões da cidade. Nesta trama cheia de intimidação e dolce vitta, Brunetti precisará de muita cautela e astúcia para aplacar a influência dos poderosos, inclusive de seu chefe, e proteger uma boa alma

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Recebidos

Postado por Vanessa Almeida às 12:46 2 comentários
Chegaram hoje os livros que adiquiri pelo site de trocas, estou ansiosa para começar a ler.

Bob Dylan fecha contrato com editora

Postado por Vanessa Almeida às 06:58 0 comentários
O músico americano Bob Dylan assinou um contrato para escrever seis novos livros, que serão distribuídos pela editora Simon & Schuster.
Duas das obras serão uma continuação da trilogia iniciada por Crônicas, muito elogiada pela crítica, enquanto outro dos livros se centrará no programa de rádio que o músico dirigia para a emissora por satélite Sirius XM.

editora de Paulo Coelho é vetada no Irã

Postado por Vanessa Almeida às 06:53 0 comentários
O Ministério da Cultura do Irã anunciou neste domingo, 30, que cassou a licença da editora que publica a obra de Paulo Coelho no país, mas que o autor brasileiro poderá ter seus livros publicados no país por outras editoras.
O órgão justificou a medida contra a Caravan Books, atual editora de Coelho no Irã, dizendo que o seu diretor, Arash Hejazi, é um "contrarrevolucionário fugitivo".
O Ministério também informou que não há qualquer proibição à publicação de livros do escritor brasileiro.

Clarice Lispector parte biografia

Postado por Vanessa Almeida às 06:40 0 comentários
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Nome:
Clarice Lispector

Nascimento:
10/12/1920
Natural:
Tchetchelnik - Ucrânia
Morte:
09/12/1977


1920

- Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorre durante a viagem de emigração da família em direção à América.
1922
- Seu pai consegue, em Bucareste, um passaporte para toda a família no consulado da Rússia. Era fevereiro quando foram para a Alemanha e, no porto de Hamburgo, embarcam no navio "Cuyaba" com destino ao Brasil. Chegam a Maceió em março desse ano, sendo recebidos por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin, que viabilizara a entrada da biografada e de sua família no Brasil mediante uma "carta de chamada".  Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania — irmã, todos mudam de nome: o pai passa a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia — irmã, Elisa; e Haia, em Clarice. Pedro passa a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.
1925

-
A família muda-se para Recife, Pernambuco, onde Pedro pretende construir uma nova vida. A doença de sua mãe, Marieta, que ficou paralítica, faz com que sua irmã Elisa se dedique a cuidar de todos e da casa.
1928
- Passa a freqüentar o Grupo Escolar João Barbalho, naquela cidade, onde aprende a ler. Durante sua infância a família passou por sérias crises financeiras.
1930
- Morre a mãe de Clarice no dia 21 de setembro. Nessa época, com nove anos, matricula-se no Collegio Hebreo-Idisch-Brasileiro, onde termina o terceiro ano primário. Estuda piano, hebraico e iídiche. Uma ida ao teatro a inspira e ela escreve "Pobre menina rica", peça em três atos, cujos originais foram perdidos.
 Seu pai resolve adotar a nacionalidade brasileira.
1931

-
Inscreve-se para o exame de admissão no Ginásio Pernambucano. Já escrevia suas historinhas, todas recusadas pelo Diário de Pernambuco, que àquela época dedicava uma página às composições infantis. Isso se devia ao fato de que, ao contrário das outras crianças, as histórias de Clarice não tinham enredo e fatos — apenas sensações. Convive com inúmeros primos e primas.


1932

-
É aprovada no exame de admissão e, junto com sua irmã Tania e sua prima Bertha, ingressa no tradicional Ginásio Pernambucano, fundado em 1825. Passa a visitar a livraria do pai de uma amiga. Lê  "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato, que pegou emprestado, já que não podia comprá-lo.

1935

-
Viaja para o Rio, em companhia de sua irmã Tania e de seu pai, na terceira classe do vapor inglês "Highland Monarch". Vão morar numa casa alugada perto do Campo de São Cristóvão. Ainda nesse ano, mudam-se para uma casa na Tijuca, na rua Mariz e Barros. No colégio Sílvio Leite, na mesma rua de sua casa, cursa o quarta série ginasial. Lê romances adocicados, próprios para sua idade.
1936

-
Termina o curso ginasial. Inicia-se na leitura de livros de autores nacionais e estrangeiros mais conhecidos, alugados em uma biblioteca de seu bairro. Conhece os trabalhos de Rachel de Queiroz, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Dostoiévski e Júlio Diniz.
1937
- Matricula-se no curso complementar (dois últimos anos do curso secundário) visando o ingresso na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro.

1938

- Transfere-se para o curso complementar do colégio Andrews, na praia de Botafogo. Às voltas com dificuldades financeiras, dá aulas particulares de  português e matemática. A relação professor/aluno seria um dos temas preferidos e recorrentes em toda a sua obra — desde o primeiro romance: Perto do Coração Selvagem. Ao mesmo tempo, aprende datilografia e faz inglês na Cultura Inglesa.

1939
- Inicia seus estudos na Faculdade Nacional de Direito. Faz traduções de textos científicos para revistas em um laboratório onde trabalha como secretária. Trabalha, também como secretária, em um escritório de advocacia.
1940
- Seu conto, Triunfo, é publicado em 25 de maio no semanário "Pan", de Tasso da Silveira. Em outubro desse ano, é publicado na revista "Vamos Ler!", editada por Raymundo Magalhães Júnior, o conto Eu e Jimmy. Esses trabalhos não fazem parte de nenhuma de suas coletâneas. Após a morte de seu pai, no dia 26 de agosto, a escritora — talvez motivada por esse acontecimento — escreve diversos contos: A fuga, História interrompida e O delírio. Esses contos serão publicados postumamente em A bela e a fera, de 1979. Passa a morar com a irmã Tania, já casada, no bairro do Catete. Consegue um emprego de tradutora no temido Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, dirigido por Lourival Fontes. Como não havia vaga para esse trabalho, Clarice ganha o lugar de redatora e repórter da Agência Nacional. Inicia-se, ai, sua carreira de jornalista. No novo emprego, convive com Antonio Callado, Francisco de Assis Barbosa, José Condé e, também, com Lúcio Cardoso, por quem nutre durante tempos uma paixão não correspondida: o escritor era homossexual. Com seu primeiro salário, entra numa livraria e compra "Bliss - Felicidade", de Katherine Mansfield, com tradução de Erico Verissimo, pois sentiu afinidade com a escritora neozelandesa.
1941
- Em 19 de janeiro, publica a reportagem "Onde se ensinará a ser feliz", no jornal "Diário do Povo", de Campinas (SP), sobra a inauguração de um lar para meninas carentes realizada pela primeira-dama Darcy Vargas. Além de textos jornalísticos, continua a publicar textos literários. Cursando o terceiro ano de direito, colabora com a revista dos estudantes de sua faculdade, "A Época", com os artigos Observações sobre o fundamento do direito de punir e Deve a mulher trabalhar? Passa a freqüentar o bar "Recreio", na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, ponto de encontro de autores como Lúcio Cardoso, Vinicius de Moraes, Rachel de Queiroz, Otávio de Faria, e muitos mais.
1942

-
Começa a namorar com Maury Gurgel Valente, seu colega de faculdade. Com 22 anos de idade, recebe seu primeiro registro profissional, como redatora do jornal "A Noite". Lê Drummond, Cecília Meireles, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira. Realiza cursos de antropologia brasileira e psicologia, na Casa do Estudante do Brasil. Nesse ano, escreve seu primeiro romance,
Perto do coração selvagem.
1943
- Casa-se com o colega de faculdade Maury Gurgel Valente e termina o curso de Direito. Seu marido, por concurso, ingressa na carreira diplomática.
1944
- Muda-se para Belém do Pará (PA), acompanhando seu marido. Fica por lá apenas seis meses. Seu livro recebe críticas favoráveis de Guilherme Figueiredo, Breno Accioly, Dinah Silveira de Queiroz, Lauro Escorel, Lúcio Cardoso, Antonio Cândido e Ledo Ivo, entre outros. Álvaro Lins publica resenha com reparos ao livro mesmo antes de sua publicação, baseado na leitura dos originais. Qualifica o livro de "experiência incompleta". Há os que pretendem não compreender o romance, os que procuram influências — de Virgínia Wolf e James Joyce, quando ela nem os tinha lido — e ainda os que invocam o temperamento feminino. Nas palavras de Lauro Escorel, as características do romance revelam uma "personalidade de romancista verdadeiramente excepcional, pelos seus recursos técnicos e pela força da sua natureza inteligente e sensível." O casal volta ao Rio e, em 13/07/44, muda-se para Nápoles, em plena Segunda Guerra Mundial, onde o marido da escritora vai trabalhar. Já na saída do Brasil, Clarice mostra-se dividida entre a obrigação de acompanhar o marido e ter de deixar a família e os amigos. Quando chega à Itália, depois de um mês de viagem, escreve: "Na verdade não sei escrever cartas sobre viagens, na verdade nem mesmo sei viajar." Termina seu segundo romance, O lustre. Recebe o prêmio Graça Aranha com Perto do coração selvagem, considerado o melhor romance de 1943. Conhece Rubem Braga, então correspondente de guerra do jornal "Diário Carioca".
1945
- Dá assistência a brasileiros feridos na guerra, trabalhando em hospital americano. O pintor italiano Giorgio De Chirico pinta-lhe um retrato. Viaja pela Europa e conhece o poeta Giuseppe Ungaretti. O lustre é publicado no Brasil pela Livraria Agir Editora.
1946
- Após o lançamento do livro, Clarice vem ao Brasil como correio diplomático do Ministério das Relações Exteriores, aqui ficando por quase três meses. Nessa época, apresentado por Rubem Braga, conhece Fernando Sabino que a introduz a Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e, posteriormente, a Hélio Pellegrino. De volta à Europa, vai morar com a família em Berna, Suíça, para onde seu marido havia sido designado como segundo-secretário. Sua correspondência com amigos brasileiros a mantinha a par das novidades, em especial as trocadas com Fernando Sabino. A troca de cartas com o escritor, quase que diariamente, duraria até janeiro de 1969. A convite, passam as festas de fim de ano com Bluma e Samuel Wainer, em Paris.
1947

-
Em carta às irmãs, em janeiro de 47, de Paris, Clarice expõe seu estado de inadaptação:"Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma."  Em carta a Lúcio Cardoso, que havia lhe enviado seu livro "Anfiteatro", demonstra sua admiração pelas personagens femininas da obra.

1948
- Clarice fica grávida de seu primeiro filho. Para ela, a vida em Berna é de miséria existencial. A Cidade Sitiada, após três anos de trabalho, fica pronto. Terminado o último capítulo, dá à luz. Nasce então um complemento ao método de trabalho. Ela escreve com a máquina no colo, para cuidar do filho. Na crônica "Lembrança de uma fonte, de uma cidade", Clarice afirma que, em Berna, sua vida foi salva por causa do nascimento do filho Pedro, ocorrido em 10/09/1948, e por ter escrito um dos livros "menos gostados" (a editora Agir recusara a publicação).
1949

- Clarice
volta ao Rio. Seu marido é removido para a Secretaria de Estado, no Rio de Janeiro. A cidade sitiada é publicado pela editora "A Noite". O livro não obtém grande repercussão entre o público e a crítica.
1950
- Escrevendo contos e convivendo com os amigos (Sabino, Otto, Lúcio e Paulo M. Campos), vê chegar a hora de partir: seguindo os passos de seu marido, retorna à Europa, onde mora por seis meses na cidade de Torquay, Inglaterra.

Sofre um aborto espontâneo em Londres. É atendida pelo vice-cônsul na capital inglesa, João Cabral de Melo Neto.
1951
- A escritora retorna ao Rio de Janeiro, em março. Publica uma seleta com seis contos na coleção "Cadernos de cultura", editada pelo Ministério da Educação e Saúde. Falece sua grande amiga Bluma, ex-esposa de Samuel Wainer.


1952
- Cola grau na faculdade de direito, depois de muitos adiamentos. Volta a trabalhar em jornais, no período de maio a outubro, assinando a página "Entre Mulheres", no jornal "Comício", sob o pseudônimo de "Tereza Quadros". Atendeu a um pedido do amigo Rubem Braga, um dos fundadores do jornal. Nesse setembro, já grávida, embarca para a capital americana onde permanecerá por oito anos. Clarice inicia o esboço do romance A veia no pulso, que viria a ser A Maçã no Escuro, livro publicado em 1961.
1953
- Em 10 de fevereiro, nasce Paulo, seu segundo filho. Ela continua a escrever A Maçã no Escuro, em meio a conflitos domésticos e interiores. Mãe, Clarice Lispector divide seu tempo entre os filhos, A Maçã no Escuro, os contos de Laços de Família e a literatura infantil. Nos Estados Unidos, Clarice conhece o renomado escritor Erico Veríssimo e sua esposa Mafalda, dos quais torna-se grande amiga. O escritor gaúcho e sua esposa são  escolhidos para padrinhos de Paulo. Não tem sucesso seu projeto de escrever uma crônica semanal para a revista "Manchete". Tem a agradável notícia de que seu romance Perto do coração selvagem seria traduzido para o francês.
1954

-
É lançada a primeira edição francesa de Perto do coração selvagem, pela Editora Plon, com capa de Henri Matisse, após inúmeras reclamações da escritora sobre erros na tradução. Em julho, com os filhos, viaja para o Brasil, aqui ficando até setembro. De volta aos Estados Unidos, interrompe a elaboração de A maçã no escuro e se dedica, por cinco meses, a escrever seis contos encomendados por Simeão Leal.


1955
- Retorna a escrever o novo romance e contos. Sabino, que leu os seis contos feitos sob encomenda, os acho "obras de arte".

1956
- Termina de escrever A Maçã no Escuro (até então com o titulo de A veia no pulso). Érico Veríssimo e família retornam ao Brasil, não sem antes aceitarem serem os padrinhos de Pedro e Paulo. Entre os escritores, inicia-se uma vasta correspondência. A escritora e filhos vêm passar as férias no Brasil e Clarice aproveita para tentar a publicação de seu novo romance e os novos contos. Apesar de todo o empenho de Fernando Sabino e Rubem Braga, os livros não são editados. A escritora dá sinais de sua indisposição para com o tipo de vida que leva.
1957

-
Rompe unilateralmente o contrato com Simeão Leal e autoriza Sabino e Braga a encaminharem seus contos — nessa altura em número de quinze — para serem publicados no "Suplemento Cultural" do jornal "O Estado de São Paulo". Seu casamento vive momentos de tensão.

1958

-
Conhece e se torna amiga da pintora Maria Bonomi. É convidada a colaborar com a revista "Senhor", prevista para ser lançada no início do ano seguinte. Erico Verissimo escreve informando estar autorizado a editar seu romance e, também, seus contos pela Editora Globo, de Porto Alegre. 1.000 exemplares — dos mais de 1.700 remanescentes — de "Près du coeur sauvage" são incinerados, por falta de espaço de armazenamento. O casamento de Clarice dá sinais de seu final.

1959
- Separa-se do marido e, em julho, regressa ao Brasil com seus filhos. Seu livro continua inédito. A escritora resolve comprar o apartamento onde está residindo, no bairro do Leme, e, para isso, busca aumentar seus ganhos. Sob o pseudônimo de "Helen Palmer", inicia, em agosto, uma coluna no jornal "Correio da Manhã", intitulada "Correio feminino — Feira de utilidades".
1960
- Publica, finalmente, Laços de Família, seu primeiro livro de contos, pela editora Francisco Alves. Começa a assinar a coluna "Só para Mulheres", como "ghost-writer" da atriz Ilka Soares, no "Diário da Noite", a convite do jornalista Alberto Dines. Assina, com a Francisco Alves, novo contrato para a publicação de A maçã no escuro. Torna-se amiga da escritora Nélida Piñon.
1961
- Publica o romance A maçã no escuro. Recebe o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por
Laços de família.
1962

- Passa a assinar a coluna "Children's Corner", da seção "Sr. & Cia.", onde publica contos e crônicas. Visita, com os filhos, seu ex-marido que se encontra na Polônia. Recebe o prêmio Carmen Dolores Barbosa (oferecido pela senhora paulistana de mesmo nome), por A maçã no escuro, considerado o melhor livro do ano.
1963

-
A convite, profere no XI Congresso Bienal do Instituto Internacional de Literatura Ibero-Americana, realizado em Austin - Texas, conferência sobre o tema "Literatura de vanguarda no Brasil. Conhece Gregory Rabassa, mais tarde tradutor para o inglês de A maçã no escuro. A paixão segundo G. H. é escrito em poucos meses, sendo entregue à Editora do Autor, de Sabino e Braga, para publicação. Compra um apartamento em construção no bairro do Leme.
1964
- Publica o livro de contos A legião estrangeira e o romance A Paixão Segundo G. H., ambos pela Editora do Autor. Em dezembro, o juiz profere a sentença que poria fim ao processo de separação de Clarice e Maury.
1965

-
Em maio, muda-se para o apartamento comprados em 1963. Sua obra passa a ser vista com outros olhos — pela crítica e pelo público leitor — após A paixão segundo G. H. Resultado de uma seleta de trechos de seus livros, adaptados por Fauzi Arap, é encenada no Teatro Maison de France o espetáculo Perto do coração selvagem, com José Wilker, Glauce Rocha e outros. Dedica-se à educação dos filhos e com a saúde de Pedro, que apresenta um quadro de esquizofrenia, exigindo cuidados especiais. Apesar de traduzida para diversos idiomas e da republicação de diversos livros, a situação financeira de Clarice é muito difícil.
1966

-
Na madrugada de 14 de setembro a escritora dorme com um cigarro aceso , provocando um incêndio. Seu quarto ficou totalmente destruído. Com inúmeras queimaduras pelo corpo, passou três dias sob o risco de morte — e dois meses hospitalizada. Quase tem sua mão direita — a mais afetada — amputada pelos médicos. O acidente mudaria em definitivo a vida de Clarice.
1967
- As inúmeras e profundas cicatrizes fazem com que a escritora caia em depressão, apesar de todo o apoio recebido de seus amigos. Não foi só um ano de acontecimentos ruins. Começa a publicar em agosto — a convite de Dines — crônicas no "Jornal do Brasil", trabalho que mantém por seis anos. Lança o livro infantil O mistério do coelho pensante, pela José Álvaro Editor. Em dezembro, passa a integrar o Conselho Consultivo do Instituto Nacional do Livro.
1968
- Em maio, o livro O mistério do coelho pensante é agraciado com a "Ordem do Calunga", concedido pela Campanha Nacional da Criança. Entrevista personalidades para a revista "Manchete" na seção "Diálogos possíveis com Clarice Lispector". Participa da manifestação contra a ditadura militar, em junho, chamada "Passeata dos 100 mil". Morrem seus amigos e escritores Lúcio Cardoso e Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta). É nomeada assistente de administração do Estado. Profere palestras na Universidade Federal de Minas Gerais e na Livraria do Estudante, em Belo Horizonte. Publica A mulher que matou os peixes, outro livro infantil, ilustrado por Carlos Scliar.
1969
- Publica seu "hino ao amor": Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, pela Editora Sabiá. O romance ganha o prêmio "Golfinho de Ouro", do Museu da Imagem e do Som. Viaja à Bahia onde entrevista para a "Manchete" o escritor Jorge Amado e os artistas Mário Cravo e Genaro. Em 14/08 é aposentada pelo INPS - Instituto Nacional de Previdência Social. Seu filho Paulo, mora nos Estados Unidos desde janeiro, num programa de intercâmbio cultural. Seu irmão Pedro, em tratamento psiquiátrico, esteve internado por um mês, em junho.
1970
- Começa a escrever um novo romance, com o título provisório de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Mais adiante, é chamado Objeto gritante. Foi lançado com o título definitivo de Água viva. Conhece Olga Borelli, de que se tornaria grande amiga.
1971
- Publica a coletânea de contos Felicidade clandestina, volume que inclui O ovo e a galinha, escrito sob o impacto da morte do bandido Mineirinho, assassinado pela polícia com treze tiros, no Rio de Janeiro. Há, também, um conjunto de escritos em que rememora a infância em Recife. Encarrega o professor Alexandre Severino da tradução, para o inglês, de Atrás do pensamento: monólogo com a vida. Dez de seus contos já publicados constam de "Elenco de cronistas modernos", lançado pela Editora Sabiá.
1972

-
Retoma a revisão de Atrás do pensamento, com o qual não estava satisfeita. Faz inúmeras alterações no texto e passa a chamá-lo Objeto gritante. Repensando o romance, procura distrair-se. Durante um mês posa para o pintor  Carlos Scliar, em Cabo Frio (RJ).


1973
- Publica o romance Água viva, após três anos de elaboração, pela Editora Artenova, que lançaria também, nesse ano, A imitação da rosa, quinze contos já publicados anteriormente em outras coletâneas. Alberto Dines, em carta à escritora, diz sobre Água viva: "[...] É menos um livro-carta e, muito mais, um livro música. Acho que você escreveu uma sinfonia". Viaja à Europa com a amiga Olga Borelli. Clarice deixa de colaborar com o "Jornal do Brasil", face à demissão de Alberto Dines, no mês de dezembro.
1974
- Para manter seu nível de renda, aumenta sua atividade como tradutora. Verte, entre outros, "O retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, adaptado para o público juvenil, pela Ediouro. Publica, pela José Olympio Editora, outro livro infantil, A vida íntima de Laura e dois livros de contos, pela Artenova: A via crucis do corpo e Onde estivestes de noite. Uma curiosidade: a primeira edição de Onde estivestes de noite foi recolhida porque foi colocado, erroneamente, um ponto de interrogação no título. Seu cão, Ulisses, lhe morde o rosto, fazendo com que se submeta a cirurgia plástica reparadora reparadora realizada por seu amigo Dr. Ivo Pitanguy. Lê, em Brasília (DF), a convite da Fundação Cultural do Distrito Federal, a conferência "Literatura de vanguarda no Brasil", que já apresentara no Texas. Participa, em Cali — Colômbia, do IV Congresso da Nova Narrativa Hispano-americana. Seu filho, Paulo, vai morar sozinho, em um apartamento próximo ao da escritora. Pedro vai morar com o pai, em Montevidéu — Uruguai.
1975
- Tendo como companheira de viagem a amiga Olga Borelli, participa do I Congresso Mundial de Bruxaria, em Bogotá, Colômbia. No dia de sua apresentação sente-se indisposta e pede a alguém que leia o conto O ovo e a galinha, não apresentando a fala sobre a magia que havia preparado para a introdução da leitura. Muito embora minimizada, essa participação tem muito a ver com as palavras ditas por Otto Lara Resende, conhecido escritor, em um bate-papo com José Castello: "Você deve tomar cuidado com Clarice. Não se trata de literatura, mas de bruxaria." Otto se baseava em estudos feitos por Claire Varin, professora de literatura canadense que escreveu dois livros sobre a biografada. Segundo ela, só é possível ler Clarice tomando seu lugar — sendo Clarice.  "Não há outro caminho", ela garante.  Para corroborar sua tese, Claire cita um trecho da crônica A descoberta do mundo, onde a escritora diz: "O personagem leitor é um personagem curioso, estranho. Ao mesmo tempo que inteiramente individual e com reações próprias, é tão terrivelmente ligado ao escritor que na verdade ele, o leitor, é o escritor." Traduz romances, como "Luzes acesas", de Bella Chagall, "A rendeira", de Pascal Lainé, e livros policiais de Agatha Christie. Ao longo da década, faz adaptações de obras de Julio Verne, Edgar Allan Poe, Walter Scott e Jack London e Ibsen. Lança Visão do esplendor, com trabalhos já publicados na coluna "Children's Corner", da revista "Senhor" e também no "Jornal do Brasil". Publica De corpo inteiro, com algumas entrevistas que fizera anteriormente para revistas cariocas. É muito elogiada quando visita Belo Horizonte, fato que a deixa contrariada. Passa a dedicar-se à pintura. Morre, dia 28 de novembro, seu grande amigo e compadre Erico Verissimo. Reúne trabalhos de Andréa Azulay num volume artesanal ilustrado por Sérgio Mata, intitulado "Meus primeiros contos". Andréa tinha, então, dez anos de idade.
1976
- Seu filho Paulo casa-se com Ilana Kauffmann. Participa, em Buenos Aires, Argentina, da Segunda Exposición — Feria Internacional del Autor al Lector, onde recebe muitas homenagens. É agraciada, em abril, com o prêmio concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. Grava depoimento no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em outubro, conduzido por Affonso Romano de Sant'Anna, Marina Colasanti e por João Salgueiro, diretor do MIS. Em maio, corre o boato de que a escritora não mais receberia jornalistas. José Castello, biógrafo e escritor, nessa época trabalhando no jornal "O Globo", mesmo assim telefona e consegue marcar um encontro. Após muitas idas e vindas é recebido. Trava então o seguinte diálogo com Clarice:

J.C. "— Por que você escreve?

C.L. "— Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?"

J.C. "— Por que bebo água? Porque tenho sede."

C.L. "— Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."

Enquanto escreve A hora da estrela com a a ajuda da amiga Olga, toma notas para o novo romance, Um sopro de vida. Revê Recife e visita parentes. Em dezembro, "Fatos e Fotos Gente", revista do grupo "Manchete", publica entrevista feita com a artista Elke Maravilha, a primeira de uma série que se estenderia até outubro de 1977.
1977
- A revista "Fatos e Fotos Gente" publica, em janeiro, entrevista feita pela escritora com Mário Soares, primeiro-ministro de Portugal. O jornal "Última Hora" passa a publicar, a partir de fevereiro, semanalmente, as suas crônicas. Ainda nesse mês, é entrevistada pelo jornalista Júlio Lerner para o programa "Panorama Especial", TV Cultura de São Paulo, com o compromisso de só ser transmitida após a sua morte. Escreve um livro para crianças, que seria publicado em 1978, sob o título Quase de verdade. Escreve, ainda, doze histórias infantis para o calendário de 1978  da fábrica de brinquedos "Estrela", intitulado Como nasceram as estrelas. Vai à França e retorna inesperadamente. Publica A hora da estrela, pela José Olympio, com introdução — "O grito do silêncio" — de Eduardo Portella. Esse livro seria adaptado para o cinema, em 1985, por Suzana Amaral. A editora Ática lança nova edição de A legião estrangeira, com prefácio de Affonso Romano de Sant'Anna. Clarice morre, no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma de ovário irreversível.  O enterro aconteceu no Cemitério Comunal Israelita, no bairro do Caju, no dia 11. Vai ao ar, pela TV Cultura, no dia 28/12, a entrevista gravada em fevereiro desse ano.
1978
- Três livros póstumos são publicados: o romance Um sopro de vida — Pulsações, pela Nova Fronteira, a partir de fragmentos em parte reunidos por Olga Borelli; o de crônicas  Para não esquecer, e o infantil,  Quase de verdade, em volume autônomo, pela Ática. Para não esquecer é composto de crônicas que haviam sido publicadas na segunda parte do livro A legião estrangeira, em 1964, que compunham a seção "Fundo de Gaveta" do citado livro. A hora da estrela é agraciada com o prêmio Jabuti de "Melhor Romance". A paixão sendo G. H. é publicada na França, com tradução de Claude Farny.
1979
- É publicado A bela e a fera, pela Nova Fronteira, contendo contos publicados esparsamente em jornais e revistas. Estréia, no teatro Ruth Escobar, em São Paulo, Um sopro de vida, baseado em livro de mesmo nome, com adaptação de Marilena Ansaldi e direção de José Possi Neto.
1981
- "Clarice Lispector — Esboço para um retrato", de Olga Borelli, é lançado pela Nova Fronteira.
1984

-
Reunindo a quase totalidade de crônicas publicadas no Jornal do Brasil, no período de 1967 a 1973, é lançado "A descoberta do mundo", organização de Paulo Gurgel Valente, filho da autora. A Éditions des Femmes, da França, lança, em sua coleção "La Bibliotèque des voix", fita cassete com trechos de La passion selon G. H., lidos pela atríz Anouk Aimée.
1985
- A hora da estrela recebe dois prêmios na 36ª edição do Festival de Berlim: da Confederação Internacional de Cineclubes — Cicae, e da Organização Católica Internacional do Cinema e do Audiovisual — Ocic. O longa-metragem de mesmo nome, dirigido por Suzana Amaral, com roteiro de Alfredo Oros também é premiado: Marcélia Cartaxo recebe o Urso de Prata de "Melhor Atriz".

Outros acontecimentos

Os 10 anos da morte da escritora são lembrados com diversas homenagens em sua memória. É aberto ao público o conjunto de documentos que viria a constituir o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, no Rio de Janeiro, constituído de documentos doados por Paulo Gurgel Valente.

Em 1990, a Francisco Alves Editora inicia a reedição da obra da escritora. A paixão segundo G. H. é encenada na capital francesa, no teatro Gérard Philippe, em montagem de Alain Neddam. Diane E. Marting, em 1993, publica "Clarice Lispector. A Bio-Bibliography", pela Westport: Greenwood Press, nos Estados Unidos. Em 1996, é lançada a antologia "Os melhores contos de Clarice Lispector", pela editora Global.

Estréia no Rio de Janeiro "Clarice — Coração selvagem", adaptado e dirigido por Maria Lúcia Lima, com Aracy Balabanian, em 1998.

No ano seguinte, "Que mistérios tem Clarice", adaptado por Luiz Arthur Nunes e Mário Piragibe estréia no teatro N. E. X. T.

Fernando Sabino, em 2001, organiza e publica, pela Record, "Cartas perto do coração", contendo correspondência que manteve com a escritora de 1946 a 1969.

A editora Rocco lança, em 2002, "Correspondências — Clarice Lispector", antologia de cartas de e para a escritora, seleção de Teresa Montero.

No aniversário de Clarice, 10/12/2002, a Embaixada do Brasil na Ucrânia e a Prefeitura de Tchetchelnik se associam em homenagem à memória da escritora, inaugurando uma placa com dados biográficos  gravados em russo e em português, que é afixada na entrada da sede da administração municipal.

Em 2004, os manuscritos de A hora da estrela e parte dos livros que pertenciam à biblioteca pessoal de Clarice Lispector são confiadas por Paulo Gurgel Valente à guarda do Instituto Moreira Salles, que lança, em dezembro, edição especial dos "Cadernos de Literatura Brasileira", dedicada à vida e à obra da autora.
Em artigo publicado no jornal "The New York Times", no dia 11/03/2005, a escritora foi descrita como o equivalente de Kafka na literatura latino-americana. A afirmação foi feita por Gregory Rabassa, tradutor para o inglês de Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e de Clarice. No dia 13/01, foi discutido o viés judaico na obra da autora no Centro de História Judaica em Nova York.

O Consulado-Geral do Brasil em Córdoba - Argentina, participou, em 2007, de homenagem, dos alunos do 6º ano do nível médio, à escritora Clarice Lispector. O fato mereceu destaque na página de divulgação de eventos culturais do Ministério das Relações Exteriores. Naquela cidade encontram-se 47 escolas que ensinam a Língua Portuguesa e aspectos da cultura e literatura brasileira. O Consulado-Geral também conta com uma pequena biblioteca, que atende ao público interessado nesses assuntos, embora não haja ali nenhuma obra da citada escritora. No entanto, têm sido publicadas, nos últimos tempos, notas sobre a vida e a obra de Clarice Lispector, na imprensa local.


fonte site Releituras

domingo, 27 de fevereiro de 2011

#sorteio do livro Cidade dos Ossos (ENCERRADA)

Postado por Vanessa Almeida às 17:56 36 comentários
vamos ao segundo sorteio do blog. Esse sorteio será realizado quando o blog atingir 50 seguidores.

vamos as regrinhas básica



1- seguir o blog publicamente
2- seguir no twitter @vanessakm42
3- deixar um comentario em qualquer post do blog
4- twittar a seguinte frase:

"Quero ganhar o livro Cidade dos ossos que @vanessakm42 esta sorteando no seu blog siga e de RT http://t.co/bUM2ZWJ "

Sinopse do livro aqui

Clarice Lispector parte 3

Postado por Vanessa Almeida às 17:26 0 comentários
Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem
Clarice Lispector

Sou um coração batendo no mundo
Clarice Lispector

Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
Clarice Lispector

“Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos.
Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.”
Clarice Lispector

O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão.
Clarice Lispector

Que medo alegre, o de te esperar.
Clarice Lispector

Não me entendo e ajo como se entendesse.Clarice Lispector

Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio.
Clarice Lispector

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.
Clarice Lispector

Ter nascido me estragou a saúde
Clarice Lispector

"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."
Clarice Lispector

Clarice Lispector parte 2

Postado por Vanessa Almeida às 17:19 0 comentários
E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.
Clarice Lispector

Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.
(A Hora da Estrela)
Clarice Lispector

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.
Clarice Lispector

Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Clarice Lispector

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.
Clarice Lispector

Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar.
Clarice Lispector

...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Clarice Lispector

Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.
Clarice Lispector

"a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...."
Clarice Lispector

Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante
Clarice Lispector

Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever
Clarice Lispector

Perder-se também é caminho.
Clarice Lispector

O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?
Clarice Lispector

Clarice Lispector parte 1

Postado por Vanessa Almeida às 17:02 0 comentários
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.Clarice Lispector

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
Clarice Lispector

A palavra é o meu domínio sobre o mundo.
Clarice lispector

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector

Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem)
Clarice Lispector

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.
Clarice Lispector

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
Clarice Lispector

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Postado por Vanessa Almeida às 16:32 0 comentários





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Postado por Vanessa Almeida às 16:29 0 comentários






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Postado por Vanessa Almeida às 15:02 0 comentários

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Postado por Vanessa Almeida às 14:37 0 comentários


o que estou lendo

Postado por Vanessa Almeida às 13:52 0 comentários
atualmente estou lendo vários livros ao mesmo tempo




promoção a breve segunda vida de bree tanner (ENCERRADA)

Postado por Vanessa Almeida às 11:31 9 comentários
Primeiro Sorteio do Blog



Para o primeiro sorteio do blog escolhi o livro A BREVE SEGUNDA VIDA DE BREE TANNER, os fãs de Crepúsculo não podem deixar de ler. O livro será sorteado quando o blog chegar a 30 seguidores.


Entao vamos as regrinhas básicas para levar esse livro

1- seguir o blog publicamente
2- seguir no twitter @vanessakm42
3- deixar um comentario em qualquer post do blog
4- twittar a seguinte frase:

"Quero ganhar o primeiro sorteio que @vanessakm42 está promovendo em seu blog. Siga e dê RT http://t.co/O2MTEp8"


resenha O Pianista

Postado por Vanessa Almeida às 07:50 0 comentários
de wladyslaw szpilman


"Cambaleei na rua vazia, chorando, perseguido pelos gritos distantes das pessoas presas naqueles vagões... Pássaros engaiolados em perigo mortal."

Embora essas possam parecer palavras fortes, assim soltas, no contexto do livro, nao me trouxeram emoção.
Estava aguardando bastante para ler esse livro, que adiquiri atraves de uma troca. Me decepcionei pela escolha. O livro  é muito fraco, nao gostei.
Livros que falam sobre nazismo, holocaustos e Hitle, geralmente sao bons... mas esse... Li até o fim, mas não foi com empolgação. O modo do autor narrar a historia, mesmo sendo sua própria historia, é fraco e sem emoção. Para nao dizer que não gostei de nada no livro, eu gostei das fotos que tem de wladyslaw e da familia dele e do capitao Hosenfeld que salvou a vida dele. Nada demais... Bom ainda nao vi o filme, mas se o livro é assim tao ruim, o filme deve ser idem...
mesmo durante a guerra e sabendo que estava condenado a morte a familia de wladyslaw mantiveram a união até o fim, isso eu gostei. o trecho (UNICO) do livro me me trouxe alguma reação foi ja perto da morte da familia em que eles fazem a ultima refeição juntos. O pai ja sem dinheiro, gasta o que tem comprando um pedaço de doce e divide aquele pedaço em seis partes iguais, e juntos a familia se alimenta unicamente daquilo.
O livro “O pianista” trata-se da historia verídica de Wladyslaw Szpilman, durante a 2ª Guerra Mundial na Polônia, que acompanhou e viveu os horrores impostos pelos nazistas naquela época. Szpilman acompanhou de perto as humilhações em público dirigidas as pessoas com deficiência ou fora dos padrões de “raça pura” de Hitler, como: a dança na rua Chodna, no capítulo 5, onde pessoas com deficiência física em cadeiras de rodas era forçadas a rodar e dançar, dentro outros. No capitulo 9, o autor discorre sobre o momento em que todos os componentes de sua família de origem polonesa, foram levados pelos nazistas (soldados: alemães, judeus e poloneses, que serviam ao interesse dos nazistas alemães deliberadamente ou a fim de garantir sua sobrevivência) a um dos campos de concentração, aonde estavam testando a eficiência de crematórios, utilizando como cobaias pessoas (judeus ou outros que não serviam aos interesses dos nazistas, como pessoas com deficiência ou até mesmo aqueles que tentavam ajudar algum judeu). O mesmo deve sua vida a algumas como o capitão alemão Wilm Hosenfeld que surpreendentemente o ajudou quando estava escondido no sótão da unidade de comando da fortaleza em Varsóvia. Após, o término da guerra foi encontrado muito abatido, mas com vida. Recomeçou apesar da dor de perder sua família e as lembranças que o acompanharam por toda vida, constitui família e escreveu o referido livro que ora foi difundido fora da Polônia por seu filho.
No mais o livro nao me trouxe emoção ou comoção alguma.
resumido: nao gostei

livro A Fome de Íbus

Postado por Vanessa Almeida às 07:18 0 comentários
Há muito tempo, numa época em que as grandes montanhas Malatosas ainda se erguiam no mundo, numa das poucas vezes em que anões estiveram ao lado de elfos, empunhando suas armas contra um inimigo comum, surgiu um grande guerreiro bárbaro conhecido como o Dentes-de-Sabre; que retornou, depois de muitos invernos, das guerras em que se engalfinharam homens e povos da escuridão, no Norte.
Seu braço ostentava o aço dos clãs e em seu peito havia um espaço deixado pelo coração selvagem ancestral. Foi à procura do antigo sentido de sua vida que voltou para sua terra natal, o Norte, de poucas cores. Trouxe com ele um presente a um amigo, seu mentor, mas sem que imaginasse, acabava por trazer consigo o início de uma desconhecida profecia. E tudo começou...

A Fome de Íbus é o título desta saga, cujo primeiro livro se inicia com o Livro do Dentes-de-Sabre. É uma obra de ficção fantástica, com toques do gótico de Lovecraft e Poe, com o mundo de fantasia presente no Silmarillion de Tolkien, narradas com energia semelhante ao de Stephen King, onde batalhas épicas são narradas com os detalhes impiedosos de um Bernard Conwell. É a saga de um homem, forte por natureza, mas cujos limites são claros e evidentes quanto ao mundo além das fronteiras do Norte gelado, onde seu povo vivia em quase isolamento.

É a história de um homem que desobedece às leis de seu povo e se liberta de seus próprios limites para desafiar o desconhecido. Mas esta, que poderia ser a história de tantos outros livros de aventuras, é passado para Karizem.

O livro se inicia exatamente no ponto em que o bárbaro de Ith já fez sua escolha, foi ao mundo e venceu. O livro do Dentes-de-Sabre, relata o retorno deste homem, de muitos tesouros e glórias, ao povo que amava, que ainda residia no passado das tradições tribais. É a história de um homem que teve o braço erguido em batalha, segurando o cabo de uma espada, mas que não pode fazer o mesmo contra os olhares cheios de consternação de seu próprio povo, que o recrimina. Karizem dos Bittur já não é mais um deles. Aos olhos do povo de Ith, Karizem abandonou sua terra quando deixou a tundra do norte. Desobedeceu as regras, e deve pagar por isso.

Este primeiro livro da saga é, em parte, a história que relata as dificuldades de um homem confuso que decidiu dar um passo atrás, que foi ao mundo e depois viu que o que poderia ser o desejo do jovem, não lhe preencheu a alma como imaginava. É o amadurecimento de um rapaz que se torna homem ao custo de muita dor. E o passo atrás, além de se mostrar, muitas vezes, difícil, pode se mostrar impossível.

Por outro lado, é uma aventura sombria e misteriosa. Alguém o espreitava das sombras e, quer quisesse ou não, teria que seguir o caminho para ele traçado pelas brumas do arcano mágico. As respostas não vêm das runas, e não se encontram próximas a ele, e um longo caminho deveria ser seguido nessa busca inevitável. Seria o passo atrás, nada mais que mais um passo além?

Ith, sua cidade natal, não o quer e ele não se acostuma mais a ser mal-querido. Seu coração endureceu, não há mais lágrimas em seu peito, e seu orgulho é o de um conquistador de povos, aguerrido, cujo grito de combate é reconhecido pelos abutres em banqueteante revoada. O mundo o espera de volta, de mandíbulas abertas, salivando baba viscosa e cheia de fome. A profecia o aguarda... e outros vão com ele, desta vez.
Acompanhado, inicialmente, do velho mentor (um mago misterioso e cheio de sabedoria cujo poder arcano fora sufocado e quase perdido) e um novo jovem guerreiro, filho de um dos outros clãs do Norte, que misteriosamente possuía algumas das respostas ao enigma a que Karizem teria de desvendar, acaba por encontrar outros seres que seriam as peças fundamentais no desenrolar dos fatos: um anão misterioso, que secretamente é o enviado de forças poderosas dentre as antigas montanhas do mundo; um elfo, que revela-se o portador de um passado obscuro onde velhas armas mágicas voltam do esquecimento; e finalmente um mendigo errante, um cavaleiro de uma ordem sagrada que traz em si o real poder da escuridão, interessando-se, acima de tudo, em usar o guerreiro bárbaro, conhecido como Dentes-de-Sabre, pra seus próprios interesses.
Em, A Fome de Íbus – Livro do Dentes-de-Sabre, temos uma história de aventura, detalhada e bem estruturada, recheada de paisagens maravilhosas de um mundo frio, coberto pelo manto de gelo do Norte. Possui descrições precisas e personagens redondos, cheios de individualidade, compondo, às vezes, clichês desejados e sempre bem dosados, atendendo aos gostos do leitor exigente e saudoso de antigas sagas. Feito para jovens e adultos, que serão certamente apreciados, por exemplo, pelos aficionados por Harry Potter, de J. K. Rowling (principalmente nos dois últimos volumes, quando a saga do bruxinho inglês torna-se mais soturna) ou pela série Crepúsculo, de Stephenie Meyer (mas, ao invés de uma história de vampiros, teremos, talvez, uma de caçadores de vampiros. Aliás, o que Karizem caça é bem pior!).
No livro, as coisas não correm como o planejado para o grupo liderado por Karizem, ao deixar Ith e seu povo. Surgem as garras dos vampiros Cursaks, que se interpõe no caminho dos aventureiros (com resultados talvez fatais para alguns), e apesar de todos os motivos que deveriam mantê-los afastados, devem então seguir para a cidadela amaldiçoada de Tull Saitanes, onde os maiores bruxos necromantes do mundo espreitam, à procura de mais poder. E aqui não há bruxos mirins bonzinhos!
Sua busca revela as pistas para os enigmas que a profecia exige como solução. Inimigos devem ser destruídos e seu destino leva de encontro ao verdadeiro mal que assola os tempos sombrios em que vivem. Cada um tem seu papel a desempenhar na esfera de existência em que se encontram, manipulados pelas mais poderosas forças arcanas: A Fome de Íbus, que a tudo destrói e tudo traga para si própria.

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Postado por Vanessa Almeida às 07:10 0 comentários

livro Coração de Pedra

Postado por Vanessa Almeida às 07:07 0 comentários
de Charlie Fletcher

Adolescente provoca guerra mitológica eletrizante  
Novo escritor inglês narra uma fascinante viagem ao passado de Londres e é apontado como o legítimo sucessor de J.K. Rowling

Ele vem sendo apontado nada mais nada menos como o sucessor de J. K. Rowling no coração dos adolescentes que adoram aventuras eletrizantes. E é com uma história realmente eletrizante – a série Coração de Pedra, que se estenderá por três livros – que o inglês Charlie Fletcher, um homem do cinema, estréia na literatura para adolescentes.

Vejamos: com raiva do professor que o puniu injustamente durante uma visita ao Museu de História Natural, em Londres, George Chapman, um garoto de 12 anos, decepa com um murro a cabeça de um dragão de pedra – um gárgula – do pórtico do museu. Tem início então uma guerra entre estátuas mitológicas (o mal) e estátuas de seres humanos (o bem), e uma frenética e fascinante viagem ao passado da cidade de 2 mil anos.

Depois de ter colocado no bolso a cabeça do dragão, do tamanho de seu punho, George é perseguido por Pterodáctilo, réptil do tamanho de uma pomba com os dedos unidos por membranas e dentes afiados e pontudos, que se soltou da fachada do museu e o olhava fixamente com ódio e fome.

E isso é só o começo: Coração de Pedra, lançado agora no Brasil pela Geração-Ediouro, em tradução de Lidia Cavalcante Luther, tem não apenas linguagem ágil, fácil e cativante; a história, de perder o fôlego, mas ao mesmo tempo divertida, tem adrenalina suficiente para despertar o interesse dos órfãos do bruxinho que nos últimos anos cativou crianças e adolescentes no mundo inteiro.

Na fuga desenfreada, George chega a parar de respirar de tanto susto e corre o risco de ser atropelado na rua, mas ninguém vê do que ele foge. Na calha ornamental de um prédio, salamandras começam a se mover. A perseguição de Pterodáctilo continua. “Dizem que nunca se está mais sozinho do que no meio de uma multidão, mas estar sozinho no meio de uma multidão, enquanto se é perseguido por uma coisa monstruosa sem que ninguém perceba, é muito pior”, escreve o autor.

O garoto é salvo pela estátua do Artilheiro do Memorial de Guerra, que abate Pterodáctilo com vários tiros de revólver. Assustado, George agradece. Uma voz sepulcral sai da garganta do Artilheiro: “Me agradeça quando chegar ao fim, amigo”. Para reparar seu erro e restabelecer a paz, George tem que colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra. Mas, para isso, claro, ele precisa descobrir que coração é esse.

Para encontrar o Coração de Pedra, George Chapman conta com a ajuda de uma nova amiga, Edie, uma garota de “cabelos brilhantes cor de berinjela”, de dureza de expressão e determinada – ela não se importava com pequenas questões da vida. “Sua expressão era a de um rosto firme na perseguição de alguma coisa grande”, escreve Charlie Fletcher.

Da mesma forma que George, Edie vê os seres mitológicos. Mas, diferente dele, ela consegue ficar invisível, quando quer passar incógnita. Na busca do Coração de Pedra, “uma coisa preciosa”, eles lançam mão do Dicionário, que lhes ensina o significado de palavras importante para prosseguirem.

Coração de Pedra é uma história por vezes sombria, mas autêntica – as ruas, os lugares e as estátuas do livro existem, estão na Londres real. Charlie Fletcher combina erudição com divertimento e lições, numa prosa cativante e enredo talvez ingênuo, mas verossímil. Coração de Pedra é uma aventura mais do que surpreendente. Fletcher já escreveu para cinema, televisão e jornais. Atualmente o escritor mora em Edimburgo com a mulher, dois filhos e um cão terrier.

wallpaper Eclipse II

Postado por Vanessa Almeida às 07:00 0 comentários

wallpaper Harry Potter

Postado por Vanessa Almeida às 06:57 0 comentários
v

wallpaper Eclipse

Postado por Vanessa Almeida às 06:53 0 comentários

livro Jerusalém

Postado por Vanessa Almeida às 06:08 0 comentários
de Andrea Frediani
Uma belissima capa

Jerusalém, 70 d.C. Um jovem, membro da família de Jesus, salva as memórias escritas por Tiago, irmão de Cristo, da devastação romana promovida por Tito.

Mais de mil anos depois, o manuscrito reaparece, em Mogúncia, nas mãos da comunidade hebraica, que pretende usá-lo como prova da absoluta inocência dos judeus na morte de Jesus. Agora, em 1099, enquanto a cidade é assediada pelos cruzados, o precioso documento está novamente em Jerusalém, onde os chefes cristãos o procuram a fim de impedir que a mensagem provoque uma cisão no cerne da Igreja.

Oito destinos se entrelaçam à sorte do memorial de Tiago: duas irmãs judias, sobreviventes ao pogrom dos cruzados na Germânia; uma prostituta semipagã e um monge cluniacense que escaparam do desastroso epílogo da cruzada de Pedro, o Eremita; um emir árabe e três ex-combatentes da Batalha de Manzikert: um normando, um bizantino e um turco.
Reconstruído com vívido realismo, tanto nos episódios sangrentos como nas sombrias motivações dos agentes do conflito, ganha corpo o choque entre duas religiões, a cristã e a muçulmana, o qual cresce em ferocidade dia após dia, até o insensato massacre final.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

livro Sempre ao seu lado

Postado por Vanessa Almeida às 17:16 0 comentários
de Rachel Gibson

Sempre ao seu Lado narra a história de Maddie Jones. A personagem volta à cidade onde nasceu, com pretexto de concluir seu livro, um thriller policial com todos os ingredientes de um bom suspense, duplo homicídio e traição, em uma trama envolvente. O que ninguém sabe é que os fatos são verídicos, e boa parte foi descrita no diário de sua mãe, assassinada junto com seu amante. Maddie Jones está determinada a descobrir o passado sórdido da cidade. No entanto, ela não conta com a possibilidade de se sentir atraída por Mick Hennessey, filho da mulher traída que matou sua mãe.

livro Sem Clima para o Amor

Postado por Vanessa Almeida às 17:15 0 comentários
de Rachel Gibson

Rachel Gibson é a mais nova escritora da lista dos mais vendidos do jornal americano The New York Times. Com 13 romances publicados, a autora dá vida e energia a seus personagens em romances contemporâneos. Um amor antigo, o casamento de sua melhor amiga e a visão de seu noivo em posição comprometedora com o técnico da máquina de lavar são alguns dos ingredientes que compõe esse romance que emplacou no topo da lista internacional dos livros mais vendidos. A trama central deste livro, é Clare Wingate, uma escritora bem-sucedida, determinada e independente, mas está sofrendo com a traição de seu noivo. Depois desse fato, decidiu que não mais se apaixonaria; até encontrar Sebastian, seu amigo de infância, no casamento da melhor amiga.

livro Legado da Caça-vampiro

Postado por Vanessa Almeida às 17:11 0 comentários
de Collen Gleason

Vitória Gardella é jovem, linda e usa piercing no umbigo. Ela vive na Inglaterra do século XIX e herdou um legado: matar vampiros. Londres, 1810. Num ambiente que lembra os romances de Jane Austen, como Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, uma jovem linda e sensual, Vitória Gardella, debuta na sociedade e precisa arrumar um marido rico. Mas Vitória parece viver 200 anos adiante de seu tempo. Quer levar vida independente. E herdou um terrível Legado – o de ser uma Venadora, ou caça-vampiro. Você não precisa esquecer tudo o que leu sobre vampiros, de Bram Stocker a Stephenie Meyer, mas vai se surpreender e se arrepiar com esse novo jeito elegante, erótico, sangrento e eletrizante de contar uma história.

livro As camadas mais frias do ar

Postado por Vanessa Almeida às 17:09 0 comentários
 de Antje Rávic Strubel


 Numa floresta idílica à beira de um lago na Suécia, um grupo de alemães na casa dos trinta anos, monitores de uma colônia de férias, procura escapar da civilização, esquecer o passado amargo e ignorar o futuro incerto. “A Natureza não faz perguntas”, diz o anúncio enigmático respondido pela desiludida Anja, contratada para trabalhar no acampamento de verão, onde conhece e fica fascinada pela etérea e misteriosa Siri, a qual coloca a sua identidade sexual em jogo, enredando-a numa teia confusa e sedutora que faz as duas mulheres entrarem em conflito com o resto do acampamento. As tensões latentes nesse microcosmo da sociedade moderna acabam eclodindo, e o paraíso estival degenera aos poucos num inferno de tortura psicossocial, violência, loucura e assassinato. História de amor, ficção criminal ou romance social? Além de tudo isso, esta obra estilosa e impressionista, de narrativa esculpida com a delicadeza precisa de um camafeu, introduz uma nova linguagem para o amor.

livro 98 Tiros de audiência

Postado por Vanessa Almeida às 17:07 0 comentários
de Aguinaldo Silva
Aguinaldo Silva, um dos maiores autores de telenovela do país, revela em seu novo e polêmico romance, 98 Tiros de Audiência, o que a TV não mostra: os bastidores da produção de uma novela. A estrela da Novela das Oito, Aurora Constanti, viciada em cocaína, álcool e sexo, amada pelos telespectadores e odiada pelo elenco, é assassinada em sua casa. Quem matou a estrela? Todos são suspeitos. O romancista mantém o suspense até o fim, numa movimentada e divertida ficção que parece verdade. O escritor, no entanto, conduz o livro com ironia – ele brinca com o tema policial e até com o próprio nome. Muitos dos personagens foram inspirados em pessoas reais, atores, atrizes, diretores da TV Globo e jornalistas. Como em Prendam Giovanni Improtta, também publicado pela Geração, Aguinaldo Silva escreve com talento sobre o que domina – assunto policial e produção de novela de TV: a fogueira de vaidades, a arrogância, a falta de ética de diretores e atores.

livro Antes Tarde do que Sempre

Postado por Vanessa Almeida às 16:53 0 comentários
 de Bertoldo Gontijo
Antes Tarde do que Sempre, de Bertoldo Gontijo, leva o leitor por eventos às vezes engraçados, às vezes trágicos, mas sempre bem sacados. Seja por qual for o motivo: o sexo, as drogas ou o rock ´n´ roll, Aldo aos 30 e poucos anos é um obcecado pelo seu passado cheio de vitalidade e vê em Júlia a oportunidade de revivê-lo, o que o leva a novos erros e a revelações inesperadas.

Em seu apartamento no bairro da Aclimação em São Paulo, rodeado por seus adorados discos de vinil e guitarras, Aldo, um redator publicitário, fã de rock e músico frustrado, se recupera de um pequeno acidente sofrido em um show.
De molho e em meio a uma crise de insônia, ele se dá conta de que está envelhecendo infeliz. Júlia, uma antiga colega de escola, linda e bem sucedida, reaparece por acaso (ou nem tanto) em sua vida, e traz com ela o frescor de bons momentos. E é a partir daí que a personalidade cômica e cativante desse anti-herói começa a mostrar contornos mais detalhados. Personagens e situações reais e divertidas da vida privada acabam por revelar os motivos da atual condição de Aldo. Impossível não se identificar com Aldo ou com Júlia. Mesmo que apenas no fim. Antes tarde do que nunca.

livro ENQUANTO ELES DORMIAM

Postado por Vanessa Almeida às 16:51 0 comentários
de Donna Leon
É início de primavera em Veneza. Com as temperaturas amenas, as hordas de turistas e as verduras e frutas no mercado de Rialto, parece chegar também uma onda de calma ao já não muito agitado submundo do crime da Sereníssima. Tomado pelo tédio, o commissario Guido Brunetti já perdia as esperanças de qualquer ação, até que recebe uma estranha visita.
Mais uma vez retratando as peripécias desse atípico detetive - amante da boa mesa e da literatura e casado com uma intelectual filha de um conde veneziano - em meio a canais, praças e vielas que ele conhece como ninguém, Donna Leon nos conduz agora aos subterrâneos de uma misteriosa organização religiosa, protegida por figurões da cidade. Nesta trama cheia de intimidação e dolce vitta, Brunetti precisará de muita cautela e astúcia para aplacar a influência dos poderosos, inclusive de seu chefe, e proteger uma boa alma